Domingo. O dia que precede o Apocalipse da Segunda-Feira.
Domingo. O dia que é aviso prévio do inferno.
Domingo. Programa Silvio Santos, Faustão.
Que dia maldito que é o domingo.
Mantra este que o DB repete toooooodo final de semana. Os leitores do blog poderiam dizer "Reclamão esse blogueiro". Sim, pra caramba. Dizem por aí que eu sou melhor quando mal humorado... vai entender.
O fato é que num domingo qualquer, sem pensar, sem planejar, sem... sem ser domingo, ele foi perfeito.
Tem coisas nessa vida que vêm sem a gente perceber. Elas acontecem bem na frente dos seus olhos. Quando você menos imagina, a vida te prega uma pegadinha do Mallandro. Faz você gritar, rolar no chão, imitar um orangotango de desespero... ou não.
O domingo começou na sexta-feira, quando aluguei 3 filmes, a saber:
- "Banquete de amor", com Morgan Freeman e Greg Kinnear;
- "Na Natureza Selvagem", com Emilie Hirsch (que não assisti ainda);
- "Pequene Miss Sunshine", com o mesmo Greg Kinnear e o cara do virgem de 40 anos.
No sábado, fiquei ouvindo "Don't worry, be happy" e "Three little birds". As letras dessas músicas, basicamente, pedem pra que você não se preocupe. Só seja feliz (sem se preocupar em sê-lo).
Bom, tudo isso pra falar dos dois filmes que consegui assistir. "Banquete de Amor" parecia uma comédia romântica normal, daquelas que você dá risada, desliga o DVD e vai capotar... não é.
Conta várias histórias de forma simultânea. Um ou outro truque de câmera, e dá-lhe reviravolta no roteiro. Acaba sendo mais um drama do que uma comédia romântica.
Um filme que a princípio, parece querer dizer "Abra os olhos! As coisas acontecem no seu nariz, panaca!!". No final, acaba sendo uma história de perdão e recomeço. Se é isso que queriam, não sei. Talvez eu esteja viajando na batatinha... só sei que foi isso que entendi!
O mesmo, ou quase isso, vale para "Pequena Miss Sunshine". Embora muito mais leve, o filme mostra como um velhinho resolve aproveitar o pouco da vida que lhe resta. E deixa isso como legado para uma família em ruínas.
Ambos têm linguagens diferentes. "Pequena Miss Sunshine" realmente merece todo o braulho feito em cima dele. O filme é delicado, absurdamente bem rodado. A música, instrumental, deixa no espectador (pelo menos neste) uma vontade de sair correndo com as personagens.
As "tragédias" que vemos no filme não são gratuitas. Não estão ali para justificar o elenco (soberbo). Elas estão ali para nos contar uma história, como todo filme deveria fazê-lo.
E, para o blogueiro, dado que tudo está acontecendo tão rápido, tão intenso e tão pesado, parece que as coisas conspiraram para que os dois filmes praticamente fossem jogados nas minhas mãos.
E num fim de semana que meu Palmeiras quebrou mais um tabu, num final de semana que estive com minha nêga, o domingo tinha que ser tão perfeito o quanto foi.
Saravá!
segunda-feira, setembro 15, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
FIlmes em atacado

Pois é, eis que na video(?)locadora perto da casa do Distinto Blogueiro tem promoção de segunda à quarta. Semana passada aluguei "Superbad - É hoje!", comédia que a princípio, não passava de cópia do American Pie... ou não.
Superbad é um filme engraçadíssimo. Tô falando sério! Ok, vá lá, as meninas talvez nem achem o filme tããão engraçado assim... mas o é.
Além das piadinhas com pênis, vaginas, blowjobs e coisas do tipo, tem ali uma história que só grandes amigos podem entender.
OK, começando do começo: Evan e Seth são amigos desde a infância. Enquanto o primeiro é um nerdezinho ajeitadinho e certinho, Seth é o gordinho rejeitado e que faz tudo de errado. Estão no último ano do colegial, prontinhos pra ir pra faculdade... ou quase isso. Afinal, são virgens! Rá!
Que original, não?
Sim, é original pra cacete! Porque isso funciona como um grande pretexto para contar uma história muito legal. Do amigo gordinho que não conseguiu passar na faculdade e vê o amigo magrelinho se virando bem com isso. Nesse meio tempo, a desgraça de um adolescente do sexo masculino (ok, o total desespero para 98% dos homens): as mulheres. Bicho esquisito sô...
O desenrolar do filme é muito engraçado, com o "McLovin" falsificando a identidade, obtendo um documento do Hawai (deve ser parecido com aqueles diplomas de medico do Amazonas...), apenas com primeiro nome.
Daí pra frente, é merda pra todo lado: gordinho que vai parar na festa do traficante (com camisa da seleção brasileira. É tráfico de drogas PESADAS, diga-se de passagem), policiais irresponsáveis e beberrões...
No fim, o filme me dá a impressão de falar não só com os adolescentes que estavam na sala do cinema. Ele mostra que um dia, todas as fases passam. Talvez a fase mais dolorosa para quem está se tornando adulto seja o dia em que abrimos mão da segurança dos amigos do colégio. Da segurança que a rotina do futebol, das aulas e colas de matemática, da segurança que só a cabeça avoada pode nos dar.
Já o segundo filme, "Ligeiramente Grávidos", tenha uma mensagem mais distante (para alguns). O roteiro conta a história do gordinho maconheiro-que-nao-come-ninguem, que nunca quis (nem tem) nada na vida. O unico objetivo dele é terminar seu site porno (ou erotico) e fumar seu bagulhinho...Numa noite de bebedeira, ele encontra a gatinha loirinha, profissional da televisao com carreira em ascencao, saindo com a irmã mais velha para comemorar a promoção.
Resultado de sexo entre dois bebados? Um nenem, obvio!
Numa atitude de coragem, a menina resolve ter o bebe e conta com o tal do gordinho. Mas como que um gordinho irresponsavel pode assumir um negocio desses? Oras... pra que complicar! Ele entra de cabeça na historia e o filme mostra essa "transformacao" do menino em homem. So que na visao de um ex-gordinho-maconheiro-punheteiro hahahaha...
Por fim, fui atrás de quem era o dono da obra. São dois os roteiristas/diretores.
Pelo que li e concordei, eles ainda nao sabem o que serão quando crescer, qual o rumo que seus filmes tomarão. Mas se continuarem criando as personagens do jeito que o fizeram e contando suas histórias com tanta empolgação, qualquer lugar que chegarem estará certo.
terça-feira, agosto 26, 2008
Eleições 2008
Pois é, eis que o DB esteve pensando em que ou em quem votar.
Não sou analista político, sou no máximo, como diria o Mestre Serjão (ou o Belchior), um rapaz lantino-americano, sem dinheiro no banco.
Muitos amigos têm me dito que a vontade de anular o voto é bem grande. Primeiro, porque sabemos que nada mudará, independentemente de quem estará no cargo.
Talvez faça a diferença, pras camadas sociais mais baixas. Ou pras mais altas. Mas pra quem gira a porra da economia (desculpem o meu francês, mas tá impossível a situação), quem leva essa merda dessa país salafrário nas costas - ou seja, a classe média, fodida e mal paga - não muda nada.
Aliás, muda: aquela merda de carro que você levou dois anos juntando o troco da padaria, indo a pé pro serviço, fazendo dois, três serviços ao mesmo tempo, só pra pagar essa porra de carro... bom, boas novas! Você paga um absurdo de IPVA e Seguro Obrigatório, mas o asfalto dessa merda de cidade tá todo esburacado.
"Ah, mas quem tem carro é rico! E o governo é pros pobres!". É verdade... ou não! O governo é pra todo mundo! Pro pobre, que precisa de creche, leite, e PRINCIPALMENTE SAÚDE E EDUCAÇÃO. Pro infeliz da classe média, que agora tem carro, mas gasta os tubos com manutenção por causa dessa porra de cidade esburacada. Então, tem que andar de metrô... mas adivinha só! Metrô acaba ficando pra quem mora bem (vai ter estação até no Morumbi! Oooooooooooooooooh!) OU muito mal. Quem fica no meio termo (e não fode com a maquina publica, mas também coloca esses safados no governo), se fode. Tá certo! Tem mais é que encher a casinha de filho, ou entao o cu de dinheiro e se dar bem.
No fim das contas, eu acabo pensando que os otários que ficam na classe intermediária nem ligam pra essas coisas. Porque não dá pra parar de tocar a vida e pensar no que temos ou não direito. Até porque, pra esse povo, já não faz diferença ter que pagar 10 ou 15% de imposto. Porque eles correm atrás desses 5%, pagam e ainda conseguem mais, conseguem melhorar mais ainda de vida.
No fim, nem o anestesista nem o ex-metalúrgico são exemplos de vida. Esses são só os fantoches. Exemplo de vida é o figura que levanta às seis da manhã, se veste, se arruma, toma café e bota essa porra de país pra funcionar. O resto, é resto.
Saravá!
Não sou analista político, sou no máximo, como diria o Mestre Serjão (ou o Belchior), um rapaz lantino-americano, sem dinheiro no banco.
Muitos amigos têm me dito que a vontade de anular o voto é bem grande. Primeiro, porque sabemos que nada mudará, independentemente de quem estará no cargo.
Talvez faça a diferença, pras camadas sociais mais baixas. Ou pras mais altas. Mas pra quem gira a porra da economia (desculpem o meu francês, mas tá impossível a situação), quem leva essa merda dessa país salafrário nas costas - ou seja, a classe média, fodida e mal paga - não muda nada.
Aliás, muda: aquela merda de carro que você levou dois anos juntando o troco da padaria, indo a pé pro serviço, fazendo dois, três serviços ao mesmo tempo, só pra pagar essa porra de carro... bom, boas novas! Você paga um absurdo de IPVA e Seguro Obrigatório, mas o asfalto dessa merda de cidade tá todo esburacado.
"Ah, mas quem tem carro é rico! E o governo é pros pobres!". É verdade... ou não! O governo é pra todo mundo! Pro pobre, que precisa de creche, leite, e PRINCIPALMENTE SAÚDE E EDUCAÇÃO. Pro infeliz da classe média, que agora tem carro, mas gasta os tubos com manutenção por causa dessa porra de cidade esburacada. Então, tem que andar de metrô... mas adivinha só! Metrô acaba ficando pra quem mora bem (vai ter estação até no Morumbi! Oooooooooooooooooh!) OU muito mal. Quem fica no meio termo (e não fode com a maquina publica, mas também coloca esses safados no governo), se fode. Tá certo! Tem mais é que encher a casinha de filho, ou entao o cu de dinheiro e se dar bem.
No fim das contas, eu acabo pensando que os otários que ficam na classe intermediária nem ligam pra essas coisas. Porque não dá pra parar de tocar a vida e pensar no que temos ou não direito. Até porque, pra esse povo, já não faz diferença ter que pagar 10 ou 15% de imposto. Porque eles correm atrás desses 5%, pagam e ainda conseguem mais, conseguem melhorar mais ainda de vida.
No fim, nem o anestesista nem o ex-metalúrgico são exemplos de vida. Esses são só os fantoches. Exemplo de vida é o figura que levanta às seis da manhã, se veste, se arruma, toma café e bota essa porra de país pra funcionar. O resto, é resto.
Saravá!
sábado, agosto 23, 2008
Quando a imensidão fica pequenininha
O Blogueiro resolveu sair pra jantar com a patroa hoje.
Antes de ir pro restaurante, bem pouco antes, estava eu no meu lugar quando dois meninos vieram me pedir grana pra "comprar um arroz".
Eu não costumo dar grana, não acho que seja legal. Puta dó... mas não dei o tutu e fui comer.
Enquanto estava no restaurante, apareceu um menino que aparentava uns doze anos, de terno e gravata, vendendo rosas.
Putz... me estragou a noite. Não, não de um jeito ruim não. Me estragou porque eu fiquei pensando em quantas rosas o menino teria que vender só pra pagar um jantarzinho igual ao meu. Se ele entrou no restaurante e não vendeu nenhuma, o que será que ele jantou?
Vá lá, talvez ele tenha roubado as rosas da mãe pra comprar uma chuteira nova. Ok, não é lá tão nobre assim. Mas a sensação de "como sou mão-de-vaca, mesquinho e arrogante" ficou. A sensação de fazer parte e pior, concordar, com um mundo em que crianças sequer têm noções ou condições básicas de sobrevivência. Falo de higiene, teto e comida no prato.
Queria saber onde foi que eu deixei aquela vontade toda de mudar o mundo... quando que comecei a achar justo que eu tenha salmão pra comer, enquanto o meu igual não tem nem como pescar.
Por outro lado, tenho uma teoria que talvez soe arrogante, prepotente, sei lá. Não é algo agradável... mas às vezes tenha a impressão que o mundo é medíocre. Mediano. Na média. O "seis", pra passar de ano. Tenho a ligeira impressão que a grande maioria das pessoas não quer nada mais do que têm, do que podem. Não digo que são ruins. São medianos. Não correm riscos, mas também não
levam nada. Bom, ruim, não sei. Altamente subjetivo!
Penso que no final das contas, parte das pessoas não se importa com os desfavorecidos. E parte destes, não se importa de estar nessa situação, pois fazem parte de uma "média".
Uso como fato os programas de "bolsa família" do governo. Pessoas que passavam fome, hoje recebem tutu pela quantidade de filhos que têm. Isso não é justo comigo, que ralo 9-10 horas por dia pra comprar o meu paozinho. Mas isto não tira o direito do cara que passou a vida fazendo filho de ter pao e água na mesa do café.
O fato de eu estudar e trabalhar não me dá o direito de esnobar um vendedor de rosas. Ou dá?
Saravá...
Antes de ir pro restaurante, bem pouco antes, estava eu no meu lugar quando dois meninos vieram me pedir grana pra "comprar um arroz".
Eu não costumo dar grana, não acho que seja legal. Puta dó... mas não dei o tutu e fui comer.
Enquanto estava no restaurante, apareceu um menino que aparentava uns doze anos, de terno e gravata, vendendo rosas.
Putz... me estragou a noite. Não, não de um jeito ruim não. Me estragou porque eu fiquei pensando em quantas rosas o menino teria que vender só pra pagar um jantarzinho igual ao meu. Se ele entrou no restaurante e não vendeu nenhuma, o que será que ele jantou?
Vá lá, talvez ele tenha roubado as rosas da mãe pra comprar uma chuteira nova. Ok, não é lá tão nobre assim. Mas a sensação de "como sou mão-de-vaca, mesquinho e arrogante" ficou. A sensação de fazer parte e pior, concordar, com um mundo em que crianças sequer têm noções ou condições básicas de sobrevivência. Falo de higiene, teto e comida no prato.
Queria saber onde foi que eu deixei aquela vontade toda de mudar o mundo... quando que comecei a achar justo que eu tenha salmão pra comer, enquanto o meu igual não tem nem como pescar.
Por outro lado, tenho uma teoria que talvez soe arrogante, prepotente, sei lá. Não é algo agradável... mas às vezes tenha a impressão que o mundo é medíocre. Mediano. Na média. O "seis", pra passar de ano. Tenho a ligeira impressão que a grande maioria das pessoas não quer nada mais do que têm, do que podem. Não digo que são ruins. São medianos. Não correm riscos, mas também não
levam nada. Bom, ruim, não sei. Altamente subjetivo!
Penso que no final das contas, parte das pessoas não se importa com os desfavorecidos. E parte destes, não se importa de estar nessa situação, pois fazem parte de uma "média".
Uso como fato os programas de "bolsa família" do governo. Pessoas que passavam fome, hoje recebem tutu pela quantidade de filhos que têm. Isso não é justo comigo, que ralo 9-10 horas por dia pra comprar o meu paozinho. Mas isto não tira o direito do cara que passou a vida fazendo filho de ter pao e água na mesa do café.
O fato de eu estudar e trabalhar não me dá o direito de esnobar um vendedor de rosas. Ou dá?
Saravá...
quinta-feira, agosto 07, 2008
Cansado do cansaço
Éééé queridos leitores, o DB anda bem cansado das idéias.
Meu cérebro anda pifando. Tá parecendo motor de fusca velho: vc amarra um araminho aqui, aperta uma porquinha ali e voilá! Tá que nem novo.
Tenho sentido muito a falta de exercícios físicos. Fico me perguntando o porquê de trabalhar tanto, sendo que todo dia, quando dá cinco da tarde, o céu tá uma beleza e eu tô dentro do escritório...
Que saudade da minha janela!!
Saravá!
Meu cérebro anda pifando. Tá parecendo motor de fusca velho: vc amarra um araminho aqui, aperta uma porquinha ali e voilá! Tá que nem novo.
Tenho sentido muito a falta de exercícios físicos. Fico me perguntando o porquê de trabalhar tanto, sendo que todo dia, quando dá cinco da tarde, o céu tá uma beleza e eu tô dentro do escritório...
Que saudade da minha janela!!
Saravá!
domingo, agosto 03, 2008
UAU!
O DB esteve hoje na sede social da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em ótima companhia, fui visitar a "pequena" sala de troféus... JESUS AMADO! Como eu disse aos amigos Pedro Ivo e Ana, ali deve-se entrar de joelhos.
Emocionante ver o tamanho dos troféus Ramón de Carranza. Sozinho ninguém carrega aquilo!
E a tacinha da Libertadores? As fotos da Academia?!
As CENTENAS de homenagens, de clubes sulamericanos e europeus. Aquilo é lindo... mas o que me emocionou mesmo foi o estatuto, escrito em italiano. A próxima vez que eu estiver por lá pego direitinho o que estava escrito. Eu me emocionei...
Saravá!
Emocionante ver o tamanho dos troféus Ramón de Carranza. Sozinho ninguém carrega aquilo!
E a tacinha da Libertadores? As fotos da Academia?!
As CENTENAS de homenagens, de clubes sulamericanos e europeus. Aquilo é lindo... mas o que me emocionou mesmo foi o estatuto, escrito em italiano. A próxima vez que eu estiver por lá pego direitinho o que estava escrito. Eu me emocionei...
Saravá!
quinta-feira, julho 31, 2008
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou?
Música de Nando Reis
Ainda tô pensando num título. Mas a noite do DB é indescritível...
Sim, é egoísmo meu me ausentar por tanto tempo e vir aqui e simplesmente desabafar, mas a vida é assim...
Fico me perguntando se quem tá errado sou eu ou o mundo. Hoje eu percebi que vivo num mundo de frases feitas (e completamente distorcidas).
Vamos pegar um exemplo: aquela maldita frase "Prefiro me arrepender de algo que fiz do que de algo que não fiz"... rá! Tá bom então. Come requeijão estragado com feijoada da semana passada pra você ver se não vai se arrepender até a alma.
Claro que este exemplo é idiota, mas tem gente que meu Deus... não é possível. Quer dizer, o DB não é ninguém pra julgar esse ou aquele... mas tem coisa que irrita meu Deuso do céu!
Tudo na vida tem limites. Afinal, devemos nos orgulhar das cagadas que cometemos ao longo do caminho ou aprender com elas? Tá tudo errado cáspita!
Sei que sou meio caxias. Piegas. Brega. Mas cacete, com tanta coisa de ruim acontecendo no mundo, ainda tem gente que dá mole?!
Com tantos valores virando salame, tem gente que faz questão de fazer virar salame e mais um pouco?
Peraí gente... peraí!
Eu falo. Aliás, eu falo demais. Mas tem dias que olha... dá vontade de virar hippie. Mesmo! Dentre tudo o que a gente faz na vida, umas dessas coisas é se cercar de quem a gente gosta e confia. Dessas pessoas, a gente cuida, mas não dá pra pegar na mãozinha e dizer o que é certo e o que é errado. E justo elas querem te mostrar que o mundo tá torto, elas tão tortas juntas... e você é que é certo demais.
Pára o mundo que eu quero descer...
Saravá!
Música de Nando Reis
Ainda tô pensando num título. Mas a noite do DB é indescritível...
Sim, é egoísmo meu me ausentar por tanto tempo e vir aqui e simplesmente desabafar, mas a vida é assim...
Fico me perguntando se quem tá errado sou eu ou o mundo. Hoje eu percebi que vivo num mundo de frases feitas (e completamente distorcidas).
Vamos pegar um exemplo: aquela maldita frase "Prefiro me arrepender de algo que fiz do que de algo que não fiz"... rá! Tá bom então. Come requeijão estragado com feijoada da semana passada pra você ver se não vai se arrepender até a alma.
Claro que este exemplo é idiota, mas tem gente que meu Deus... não é possível. Quer dizer, o DB não é ninguém pra julgar esse ou aquele... mas tem coisa que irrita meu Deuso do céu!
Tudo na vida tem limites. Afinal, devemos nos orgulhar das cagadas que cometemos ao longo do caminho ou aprender com elas? Tá tudo errado cáspita!
Sei que sou meio caxias. Piegas. Brega. Mas cacete, com tanta coisa de ruim acontecendo no mundo, ainda tem gente que dá mole?!
Com tantos valores virando salame, tem gente que faz questão de fazer virar salame e mais um pouco?
Peraí gente... peraí!
Eu falo. Aliás, eu falo demais. Mas tem dias que olha... dá vontade de virar hippie. Mesmo! Dentre tudo o que a gente faz na vida, umas dessas coisas é se cercar de quem a gente gosta e confia. Dessas pessoas, a gente cuida, mas não dá pra pegar na mãozinha e dizer o que é certo e o que é errado. E justo elas querem te mostrar que o mundo tá torto, elas tão tortas juntas... e você é que é certo demais.
Pára o mundo que eu quero descer...
Saravá!
domingo, junho 08, 2008
A cidade das carrancas
O Distinto Blogueiro não é grande conhecedor de culturas diversas. Nunca saiu de terras brasilis e esteve em apenas duas capitais, além da que reside.
Mas tem cidade mais mal humorada que São Paulo? Pode até ter, mas não conheço.
Não que isso seja um "defeito" paulistano. MUITO pelo contrário!
Afinal, tem coisa pior que um claro e limpo "Bom diaaaa" em plena segunda - feira de chuva?
"Bom dia é o c****lho!", é o que penso.
Procure você leitor me dar bom dia numa segunda de manhã pra ver o que lhe acontece!
E não é falta de educação não. É questão de costume, é cultural.
Outra coisa que nos dá o direito de ostentar o título de "mal humorados mor" é aquele passeio tranquilo pela Radial Leste às seis da tarde! Aaaah que maravilha! Respirar aquele ar praticamente tóxico e venenoso com aquele monte de nego nos carros do lado te encarando como se a culpa de aquela porcaria não andar fosse sua (e é, mas é deles também).
Hoje, sábado, resolvi dar uma volta no Shopping Paulista. Recém reformado, tudo lindio... e cheio. Ô cidade entupida! Pior que é todo mundo meio jegue: na escada rolante, ao invés de ficar parado num lado só, ficam dos dois! BARALHO, SAI DA FRENTE!
Mas claro, paulistano nenhum dá chilique. O paulistano é um lorde inglês sulamericano. Se porta formalmente em quase todas as situações. Não pensem nem nos confundam com os frescos argentinos, de forma alguma! Porque antes de paulistanos, somos brasileiros. E como todo bom brasileiro, não há nada que o paulistano goste mais do que tomar uma cerveja gelada na sexta - feira. Mesmo que vestido de terno e gravata (afrouxada), os botecos estão sempre cheios. Se não faz farra no boteco, os cinemas (e suas malditas filas) fazem a alegria do carrancudo brasileiro.
A carranca é o símbolo do paulista. Aquela cara de saco cheio em tempo integral. Não há hora do almoço pro saco cheio!
E mesmo que houvesse, ela iria durar só vinte minutos, porque tempo é dinheiro, mas eu tô sempre sem dinheiro... o paulistano sofre desse mal: o mal das verdinhas. E como tá sempre sem tutus, tá sempre mal humorado. Aliás, tudo é motivo pra mal humor em São Paulo. A porcaria do ketchup que escorre do hot dog, a velhinha que tá ocupando a entrada do busão...
O paulistano e sua carranca são a fotografia do cinza da cidade mais cinza do Brasil. O nosso cinza é um cinza artístico. Somos aquele velhinho rabugento, bigodudo e barrigudo que todo mundo gosta. É nossa característica e ponto! Que saco!
Enquantovagabundo observador que sou, percebi que esse mal humor move a cidade pra frente, seja lá para onde ela vai. No cinza mal humorado do metrô ou no azul encheção de saco do cobrador, o paulistano encontra sempre um motivo pra ir em frente... e no fim das contas, sorrir.
Agora sai da minha frente que eu tô atrasado meu!
Saravá!
Mas tem cidade mais mal humorada que São Paulo? Pode até ter, mas não conheço.
Não que isso seja um "defeito" paulistano. MUITO pelo contrário!
Afinal, tem coisa pior que um claro e limpo "Bom diaaaa" em plena segunda - feira de chuva?
"Bom dia é o c****lho!", é o que penso.
Procure você leitor me dar bom dia numa segunda de manhã pra ver o que lhe acontece!
E não é falta de educação não. É questão de costume, é cultural.
Outra coisa que nos dá o direito de ostentar o título de "mal humorados mor" é aquele passeio tranquilo pela Radial Leste às seis da tarde! Aaaah que maravilha! Respirar aquele ar praticamente tóxico e venenoso com aquele monte de nego nos carros do lado te encarando como se a culpa de aquela porcaria não andar fosse sua (e é, mas é deles também).
Hoje, sábado, resolvi dar uma volta no Shopping Paulista. Recém reformado, tudo lindio... e cheio. Ô cidade entupida! Pior que é todo mundo meio jegue: na escada rolante, ao invés de ficar parado num lado só, ficam dos dois! BARALHO, SAI DA FRENTE!
Mas claro, paulistano nenhum dá chilique. O paulistano é um lorde inglês sulamericano. Se porta formalmente em quase todas as situações. Não pensem nem nos confundam com os frescos argentinos, de forma alguma! Porque antes de paulistanos, somos brasileiros. E como todo bom brasileiro, não há nada que o paulistano goste mais do que tomar uma cerveja gelada na sexta - feira. Mesmo que vestido de terno e gravata (afrouxada), os botecos estão sempre cheios. Se não faz farra no boteco, os cinemas (e suas malditas filas) fazem a alegria do carrancudo brasileiro.
A carranca é o símbolo do paulista. Aquela cara de saco cheio em tempo integral. Não há hora do almoço pro saco cheio!
E mesmo que houvesse, ela iria durar só vinte minutos, porque tempo é dinheiro, mas eu tô sempre sem dinheiro... o paulistano sofre desse mal: o mal das verdinhas. E como tá sempre sem tutus, tá sempre mal humorado. Aliás, tudo é motivo pra mal humor em São Paulo. A porcaria do ketchup que escorre do hot dog, a velhinha que tá ocupando a entrada do busão...
O paulistano e sua carranca são a fotografia do cinza da cidade mais cinza do Brasil. O nosso cinza é um cinza artístico. Somos aquele velhinho rabugento, bigodudo e barrigudo que todo mundo gosta. É nossa característica e ponto! Que saco!
Enquanto
Agora sai da minha frente que eu tô atrasado meu!
Saravá!
sexta-feira, maio 23, 2008
Da arte de arrancar um sorriso
Sorriso: acto de sorrir; manifestação que se faz, sorrindo, e que exprime um sentimento de benevolência, simpatia ou ironia.
Tá, a foto já foi utilizada. Eu sei. Mas ela fez tão bem pruma pessoa aí que eu acho que ela vai fazer bem prum monte de gente.
Cada indivíduo reage de forma diferente a diferentes fatos. Quem nunca teve um acesso de riso no funeral daquela tia-avó da sua tia de segundo grau? Quem nunca rachou o bico da moça desastrada que levou um tombaço na calçada? É injusto afirmar que isso é errado. Mas em nenhuma dessas situações o riso foi espontâneo, necessário. Sim, porquê não tem nada mais belo no mundo que um sorriso. Ele pode ser acompanhado do Pão de Açúcar... ou não. Ele pode ser acompanhado de lasanha e coca cola... ou não. O sorriso mais belo do mundo é aquele que você não espera. Não necessariamente é o
Essa é uma prática que não deve nunca ser esquecida...
Saravá!
quinta-feira, maio 22, 2008
A Queda da Arrogância
Antes que milhares de bambis comecem a ter chilique, vou falar da instituição Bambi, e não propriamente de vocês. Então, fiquem de fora pq o assunto é coisa pra gente grande.
Ontem á noite eu vi, outra vez, o auto denominado "maior e melhor clube de futebol do sistema solar" ser eliminado por um tradicional (?) time carioca (sim, aquele estado do futebol decadente).
A eliminação do SPFW não é só assunto para tirar sarro do torcedor colorido. Para muitos ela representa a queda da arrogância de uma corja. O torcedor bambi, ah o torcedor bambi... iludido com a distorcida imagem que seu clube é grande... como eu li por aí (Salve Penchiari!), a bola pune.
Pune aquele que a maltrata e a trata como objeto. A bola é justa. E foi isso que aconteceu. Um time BRASILEIRO que joga sem alma, sem coração, sem jogadores diferenciados, que joga um futebol burocrático, fétido e sem graça entra em decadência. É como que vender a alma ao cão: consegue-se o que deseja, mas o preço... aaah o preço é altíssimo...
Àqueles que infelizmente gostam do futebol "eficiente", meus pêsames. Meus pêsames ao torcedor purpurinado, que mal sabe o que o clube dele representa (afinal, é só futebol...). E à diretoria mais profissional que já pisou nesse lugarzinho chamado "Planeta Terra", VÃO AO QUINTO DOS INFERNOS!
Aos poucos o SPFW volta ao lugar dele, que é no meio da tabela, o ostracismo, a insignificância.
No mais... CHUPA BAMBI! HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Saravá
Ontem á noite eu vi, outra vez, o auto denominado "maior e melhor clube de futebol do sistema solar" ser eliminado por um tradicional (?) time carioca (sim, aquele estado do futebol decadente).
A eliminação do SPFW não é só assunto para tirar sarro do torcedor colorido. Para muitos ela representa a queda da arrogância de uma corja. O torcedor bambi, ah o torcedor bambi... iludido com a distorcida imagem que seu clube é grande... como eu li por aí (Salve Penchiari!), a bola pune.
Pune aquele que a maltrata e a trata como objeto. A bola é justa. E foi isso que aconteceu. Um time BRASILEIRO que joga sem alma, sem coração, sem jogadores diferenciados, que joga um futebol burocrático, fétido e sem graça entra em decadência. É como que vender a alma ao cão: consegue-se o que deseja, mas o preço... aaah o preço é altíssimo...
Àqueles que infelizmente gostam do futebol "eficiente", meus pêsames. Meus pêsames ao torcedor purpurinado, que mal sabe o que o clube dele representa (afinal, é só futebol...). E à diretoria mais profissional que já pisou nesse lugarzinho chamado "Planeta Terra", VÃO AO QUINTO DOS INFERNOS!
Aos poucos o SPFW volta ao lugar dele, que é no meio da tabela, o ostracismo, a insignificância.
No mais... CHUPA BAMBI! HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Saravá
terça-feira, maio 13, 2008
Café no bule.
Aaaaaaaaah os anos 90... quem não se lembra da feeeeeeeeebre Mamonas Assassinas? Irreverentes! Contagiantes! Criativos! Sensacionais! Lembro bem de todos os clássicos... e lembro do monte de porcaria que veio depois.
Mas mais legal que os Mamonas, eram os apresentadores com nome de bicho. Ratinho, Leão, Jacaré (esse era o mais tosco, era quase feito no quintal de alguma casa por aí...).
O Ratinho (ou Carlos Massa, pros íntimos) ganhou (e ganha) dinheiro a rodo até hoje. Quem não lembra do "Xaropinho"?? Nem eu. Mas eu achei essa pérola e resolvi partilhar com vocês, tremendofidumafiga cara bacana que sou.
Xaropinho - A cobra vai fumar
Os saudosos anos 90... ou não.
Saravá!
Mas mais legal que os Mamonas, eram os apresentadores com nome de bicho. Ratinho, Leão, Jacaré (esse era o mais tosco, era quase feito no quintal de alguma casa por aí...).
O Ratinho (ou Carlos Massa, pros íntimos) ganhou (e ganha) dinheiro a rodo até hoje. Quem não lembra do "Xaropinho"?? Nem eu. Mas eu achei essa pérola e resolvi partilhar com vocês, tremendo
Xaropinho - A cobra vai fumar
Os saudosos anos 90... ou não.
Saravá!
sábado, maio 10, 2008
Habilidades bucais
Sua mulher diz que acha o Mick Jagger velho sexy?
Diz que tem tara por homens "bocudos"?
Mostra esse vídeo pra ela...
Caraca... QUE MEDO!
Saravá!
Diz que tem tara por homens "bocudos"?
Mostra esse vídeo pra ela...
Caraca... QUE MEDO!
Saravá!
O primeiro 04/05 a gente nunca esquece.
Quatro de maio de 2008, tarde clara e fria em São Paulo. E no estádio Palestra Itália 27.000 pessoas viviam uma agitação radiante. Era final do campeonato paulista de 2008 e a Sociedade Esportiva Palmeiras voltava a disputar uma final de campeonato em casa.
A agitação começara no domingo anterior, quando o Palmeiras já havia vencido o adversário na casa dele: SE Palmeiras 1 x 0 AA Ponte Preta.
Naquela semana, o Palmeiras iria encarar ainda outra decisão: jogo de volta das oitavas de final pela Copa do Brasil.
Na quarta, um time irreconhecível. Mas era claro que o problema era psicológico. Tomar um sapeca iá-iá daqueles do nada não fazia o menor sentido.
Durante a semana, a torcida palmeirense já começou a saga pelos ingressos. A grande esperança era o setor VISA: começou a vender na surdina da segunda-feira, por volta das 14:00. Antes da meia noite, todos os ingressos já tinham ido pra Jesus. A fila na Turiassu já estava formada antes das 22:00, assim como a certeza de que ia dar merda. E deu.
Mas vamos nos ater ao evento. O DB conseguiu um ingresso graças à um grande amigo de Santos. A torcida seria reforçada com Parrrmeristas do interior, mas graças ao rolo com os ingressos no clube, não conseguiram vir. Vieram, no entanto, amigos de Brasília e do RJ. Juntou com o pessoal de Santos e Floripa... e bora a caravana Parmerista!
No sábado, a ansiedade dominava. Apesar de toda a distração, toda a novidade, a emoção tomava conta do coração verde a toda hora. Era só pensar na finalíssima e na certeza de desentalar aquele grito maravilhoso que já sentia o frio na barriga.
Fui dormir às 04:00 da manhã - mais cedo seria impossível.
Levantei às 11:00 de domingo, vesti a camisa da Parmalat (93), o quebra vento à la Caio Junior e fui encontrar-me com parte da caravana no metro.
É impressionante como às vezes nos sentimos tão à vontade em lugares tão longe de casa. Não há lugar mais aconchegante para o palmeirense que a estação Palmeiras - Barra Funda do metrô de SP. É como entrar na varanda da casa ou no hall do prédio que moramos. O coração, ao mesmo tempo que se acalma, se agita, pulsa, grita: tá chegando a hora!
Parada no Bourbon para o almoço e o primeiro presente. A emoção de ver seres Divinos ao vivo. Entre mortais.
Um senhorzinho todo de verde e de olhos claros. De olhar e postura serena, dizia: "Calma gente, dá tempo...". Sim, Ademir da Guia foi distribuir um pouco de sua simpatia para aqueles sortudos que estariam dentro do Palestra Itália em instantes.
15:00, tá quase na hora! Entrei no estádio após me despedir dos amigos, mas foi o melhor "até logo" que já disse na vida.
16:00. Tá na hora do pau! A Sociedade Esportiva Palmeiras entra em campo e mais de 27000 gargantas berram e se emocionam com os 12 que estão em campo. Um deles, o camisa 12 é mais que especial. Ele é um símbolo, é a bandeira. É voz e coração do torcedor em campo. Ele é São Marcos. Aquele que opera milagres e solta um sorriso de 10 em cada 11 pessoas que têm a oportunidade de chegar perto dele.
O jogo é nervoso, ansioso. Sai o primeiro gol, lááá longe... mas quando o Santo comemora, a torcida não aguenta! Grita, pula, se abraça. Gente que nunca se viu mais parecem amigos distantes. Na subida de Elder Granja e no arremate certeiro de careca do camisa 9 alvi-verde, a galera não consegue mais segurar: É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!
Vem o intervalo. Os piores 15 minutos da minha vida. Inverte-se o campo, o Santo já está no gol oposto à localização do DB. Mal podia acreditar: eu fazia parte da história do Gigante Verde!
No terceiro gol, dele, do Mago, do craque, do ídolo Jorge Valdívia. Um golaço. Uma arrancada da intermediária até a entrada da área e um canhão no canto direito do goleiro Aranha. A cerca de 20m deste que escreve. Lindo. Lindo! Emocionante!
As lágrimas são contidas com esforço. É, indiscutivelmente, campeoníssimo! E mal sabia eu e meus mais de 27000 companheiros de estádio e uns outros milhões por aí que o camisa 9 ainda anoaria mais dois gols, tornando-se artilheiro do campeonato. Ainda deu tempo de homenagear o aprendiz de santo!
Quando o juiz pede a bola e aponta o centro de campo, a torcida desaba. Eu desabo. Mal enxergava o que acontecia no gramado. Com os olhos marejados gritava com pulmão, alma e coração: é campeão!
Gritei por mim, pelos que não conseguiram ingresso, pelos que estavam ao meu lado, pelos que estavam comigo, mesmo que do outro lado da arquibancada. Quando Ele correu em direção à torcida e vibrou conosco, meus olhos já nao me deixavam ver mais nada. Se ele chorou, quem era eu para segurar a emoção?
Ao sair do estádio, rouco e feliz, feliz como nunca e feliz como poucos, tive a certeza do meu amor por você Palmeiras. Obrigado!
A noite terminou da melhor forma possível: em festa com grandes e sinceros amigos, parabenizando a Sociedade Esportiva Palmeiras pela conquista do 24º título paulista.
Saravá!
PS: obrigado aos amigos que estiveram lá (Árvaro, Valdemir, Ana, Zé, Belentani, Pedro Ivo, Tadeu). Obrigado aos parmeristas que não podiam estar fisicamente conosco (PC, Lucao, Tofas, Liveraro, Magro, Penchiari e Penchiari II, Nivardo, JL, meu pai, minha irmã)... e obrigado Profexô Luxa, São Marcos, Elder Granja, Gustavo, Henrique, Leandro, Pierre, Martinez (ex Múmia), DSouza, Vardívia, Krébi C. e Alex tio Chico Mineiro (by lucao).
PS2: a música que não parava de tocar, além do hino palestrino, dizia: One love, one blood, one life...
A agitação começara no domingo anterior, quando o Palmeiras já havia vencido o adversário na casa dele: SE Palmeiras 1 x 0 AA Ponte Preta.
Naquela semana, o Palmeiras iria encarar ainda outra decisão: jogo de volta das oitavas de final pela Copa do Brasil.
Na quarta, um time irreconhecível. Mas era claro que o problema era psicológico. Tomar um sapeca iá-iá daqueles do nada não fazia o menor sentido.
Durante a semana, a torcida palmeirense já começou a saga pelos ingressos. A grande esperança era o setor VISA: começou a vender na surdina da segunda-feira, por volta das 14:00. Antes da meia noite, todos os ingressos já tinham ido pra Jesus. A fila na Turiassu já estava formada antes das 22:00, assim como a certeza de que ia dar merda. E deu.
Mas vamos nos ater ao evento. O DB conseguiu um ingresso graças à um grande amigo de Santos. A torcida seria reforçada com Parrrmeristas do interior, mas graças ao rolo com os ingressos no clube, não conseguiram vir. Vieram, no entanto, amigos de Brasília e do RJ. Juntou com o pessoal de Santos e Floripa... e bora a caravana Parmerista!
No sábado, a ansiedade dominava. Apesar de toda a distração, toda a novidade, a emoção tomava conta do coração verde a toda hora. Era só pensar na finalíssima e na certeza de desentalar aquele grito maravilhoso que já sentia o frio na barriga.
Fui dormir às 04:00 da manhã - mais cedo seria impossível.
Levantei às 11:00 de domingo, vesti a camisa da Parmalat (93), o quebra vento à la Caio Junior e fui encontrar-me com parte da caravana no metro.
É impressionante como às vezes nos sentimos tão à vontade em lugares tão longe de casa. Não há lugar mais aconchegante para o palmeirense que a estação Palmeiras - Barra Funda do metrô de SP. É como entrar na varanda da casa ou no hall do prédio que moramos. O coração, ao mesmo tempo que se acalma, se agita, pulsa, grita: tá chegando a hora!
Parada no Bourbon para o almoço e o primeiro presente. A emoção de ver seres Divinos ao vivo. Entre mortais.
Um senhorzinho todo de verde e de olhos claros. De olhar e postura serena, dizia: "Calma gente, dá tempo...". Sim, Ademir da Guia foi distribuir um pouco de sua simpatia para aqueles sortudos que estariam dentro do Palestra Itália em instantes.
15:00, tá quase na hora! Entrei no estádio após me despedir dos amigos, mas foi o melhor "até logo" que já disse na vida.
16:00. Tá na hora do pau! A Sociedade Esportiva Palmeiras entra em campo e mais de 27000 gargantas berram e se emocionam com os 12 que estão em campo. Um deles, o camisa 12 é mais que especial. Ele é um símbolo, é a bandeira. É voz e coração do torcedor em campo. Ele é São Marcos. Aquele que opera milagres e solta um sorriso de 10 em cada 11 pessoas que têm a oportunidade de chegar perto dele.
O jogo é nervoso, ansioso. Sai o primeiro gol, lááá longe... mas quando o Santo comemora, a torcida não aguenta! Grita, pula, se abraça. Gente que nunca se viu mais parecem amigos distantes. Na subida de Elder Granja e no arremate certeiro de careca do camisa 9 alvi-verde, a galera não consegue mais segurar: É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!
Vem o intervalo. Os piores 15 minutos da minha vida. Inverte-se o campo, o Santo já está no gol oposto à localização do DB. Mal podia acreditar: eu fazia parte da história do Gigante Verde!
No terceiro gol, dele, do Mago, do craque, do ídolo Jorge Valdívia. Um golaço. Uma arrancada da intermediária até a entrada da área e um canhão no canto direito do goleiro Aranha. A cerca de 20m deste que escreve. Lindo. Lindo! Emocionante!
As lágrimas são contidas com esforço. É, indiscutivelmente, campeoníssimo! E mal sabia eu e meus mais de 27000 companheiros de estádio e uns outros milhões por aí que o camisa 9 ainda anoaria mais dois gols, tornando-se artilheiro do campeonato. Ainda deu tempo de homenagear o aprendiz de santo!
Quando o juiz pede a bola e aponta o centro de campo, a torcida desaba. Eu desabo. Mal enxergava o que acontecia no gramado. Com os olhos marejados gritava com pulmão, alma e coração: é campeão!
Gritei por mim, pelos que não conseguiram ingresso, pelos que estavam ao meu lado, pelos que estavam comigo, mesmo que do outro lado da arquibancada. Quando Ele correu em direção à torcida e vibrou conosco, meus olhos já nao me deixavam ver mais nada. Se ele chorou, quem era eu para segurar a emoção?
Ao sair do estádio, rouco e feliz, feliz como nunca e feliz como poucos, tive a certeza do meu amor por você Palmeiras. Obrigado!
A noite terminou da melhor forma possível: em festa com grandes e sinceros amigos, parabenizando a Sociedade Esportiva Palmeiras pela conquista do 24º título paulista.
Saravá!
PS: obrigado aos amigos que estiveram lá (Árvaro, Valdemir, Ana, Zé, Belentani, Pedro Ivo, Tadeu). Obrigado aos parmeristas que não podiam estar fisicamente conosco (PC, Lucao, Tofas, Liveraro, Magro, Penchiari e Penchiari II, Nivardo, JL, meu pai, minha irmã)... e obrigado Profexô Luxa, São Marcos, Elder Granja, Gustavo, Henrique, Leandro, Pierre, Martinez (ex Múmia), DSouza, Vardívia, Krébi C. e Alex tio Chico Mineiro (by lucao).
PS2: a música que não parava de tocar, além do hino palestrino, dizia: One love, one blood, one life...
sexta-feira, abril 25, 2008
Quem é que não tem um amigo?
É leitores, quem é que não tem um amigo? A gente precisa de amigos do peito, amigos irmãos, iguais a eu e você!
Eis que tenho um camaradinha que me respeita, pois é, mas ele mora loooooooooonge pra dedéu.
Como o campeão do século tá na final do Paulistão, é claro que ele quer vir assisir ao jogo da final!
Então amigos e amigas começamos a campanha "Tofas Esperança!"!!! Peço a ajuda dos visitantes, dos parmeristas, dos não-parmeristas... até o Didi Mocó tá ajudando!
HAHAHAHA!
Vejam a foto da campanha:

Saravá!
Eis que tenho um camaradinha que me respeita, pois é, mas ele mora loooooooooonge pra dedéu.
Como o campeão do século tá na final do Paulistão, é claro que ele quer vir assisir ao jogo da final!
Então amigos e amigas começamos a campanha "Tofas Esperança!"!!! Peço a ajuda dos visitantes, dos parmeristas, dos não-parmeristas... até o Didi Mocó tá ajudando!
HAHAHAHA!
Vejam a foto da campanha:
Saravá!
sábado, abril 19, 2008
NBA (??)
Confesso que sempre gostei de basquete. Não fosse o fato de eu medir apenas 1,70m e não ter nenhuma habilidade, bem que gostaria de praticar assiduamente este esporte.
A NBA (National Basketball League) tem a magia dela, e eu acompanhei por um tempo (quando tinha tv a cabo. Isso amigos, faz TEMPO).
Pois bem, estou eu vadiando youtube afora e quando vejo um vídeo... er... bom, tirem suas conclusões:
Foda né? Eu também achei... afinal, se "quando você precisa chegar a algum lugar e não tem mais forças... você acha!". Que frase hein?
Saravá!
A NBA (National Basketball League) tem a magia dela, e eu acompanhei por um tempo (quando tinha tv a cabo. Isso amigos, faz TEMPO).
Pois bem, estou eu vadiando youtube afora e quando vejo um vídeo... er... bom, tirem suas conclusões:
Foda né? Eu também achei... afinal, se "quando você precisa chegar a algum lugar e não tem mais forças... você acha!". Que frase hein?
Saravá!
Criancinhas chupando limão?
É porque tem vitamina C... heheheheheheheh!
xpock.com.br
Aaaah, mas eu não vejo a hora de ter um afilhadinho... um sobrinho... o que eu vou sacanear essa criança não tá escrito!
Chupinhado do Jacaré Banguela (eles neeeem vão perceber...)
Saravá!
xpock.com.br
Aaaah, mas eu não vejo a hora de ter um afilhadinho... um sobrinho... o que eu vou sacanear essa criança não tá escrito!
Chupinhado do Jacaré Banguela (eles neeeem vão perceber...)
Saravá!
sexta-feira, abril 18, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
Guerra Civil - A confissão

Acho que é a primeira vez que o Distinto Blogueiro fala sobre quadrinhos aqui no blog. Porque? Não sei. Existem muitas histórias que são legais pra comentar, mas acho que é a primeira vez que senti MUITA vontade de falar sobre isso.
Enfim, vamos ao que interessa.
Pra quem não sabe, "Guerra Civil" foi um evento da Marvel que dividiu os heróis da editora. A guerra tem início quando o governo norte-americano resolve que os super heróis que atuam fora da leiu devem ser TREINADOS e REGISTRADOS (tornando-os uma força GOVERNAMENTAL, ou seja: os heróis seriam FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS - aqui no Brasil, DUVIDO que eles iriam reclamar).
Bom, acontece que nem todos os heróis acham legal fazer parte do governo norte-americano: isso lhes custaria a LIBERDADE.
Bom, isso posto o mundo Marvel fica dividido entre os pró-registro, liderados pelo playboy e Homem de Ferro TONY STARK, e os heróis ante-registro, liderados pelo CAPITÃO AMÉRICA, o soldado Steve Rogers (que lutou na segunda grande guerra).
Pois bem, não vou entrar em detalhes, mas ao final da "Guerra Civil" o Capitão América se entrega e acaba sendo assassinado...
As duas histórias entituladas "A Confissão" são as histórias sobre os comos e porquês dos dois protagonistas e líderes de toda a quizumba.
A primeira história é a do Homem de Ferro, assumindo os erros dele e se justificando para o amigo (morto) Capitão América e confessando que agora, vendo as consequencias da guerra (a morte de Steve Rogers, amigo de Tony Stark) ele acha que não valeu a pena. A segunda é o Capitão América questionando ao "Diretor Stark" se valeu a pena se "vender" ao assumir o lado pró-registro. O Capitão fala sobre a liberdade e que sabe o quanto custa ser livre.
Enfim, o que isso tem a ver com o blog? Muita coisa. Fora todos paralelos que podemos fazer com a atual conjuntura política (lembrando que essa guerra começou em 2006 em terras gringas), duas coisas me chamaram MUITO a atenção: a forma como Stark enxergou a guerra e a forma como ambos abdicaram de coisas importantíssimas para defender seus pontos de vista.
Stark entende que numa guerra, não existem mocinhos e bandidos, apenas "forças antagônicas". É interessante pensar que numa guerra (ou numa discussão, numa briga com a esposa ou com os pais) existe um outro lado. Um lado que também acredita no que fala e defende. Talvez um dos dois possa estar influenciado por alguém ou ainda não conhecer a fundo o que defende, mas quem regula a nossa moral? QUEM diz o que é certo e o que é errado? Numa guerra, quem é herói e quem é bandido? No nosso dia-a-dia, quem é herói quem é bandido?
É desse pressuposto que o Capitão defende o não-registro, já que ele custará a liberdade dos heróis (e também de seus alter-ego). O governo seria a bússola moral deles? Mas espera aí, quem disse que a guerra no Iraque é moralmente correta? Que os iraquianos são os terroristas?
Bom, o Capitão abdica da amizade dele com Tony, abdica o que ele representa para o povo norte americano e parte para defender os interesses e direitos dos seus iguais (heróis), aqueles que mesmo nunca recebendo nada, ou recebendo apenas hostilidade daqueles que eles defendem. Ou seja, ele defende os ideais de liberdade, mesmo sabendo o que isso custaria.
O mais legal nisso tudo é a forma como podemos fazer paralelos. Como em qualquer outra forma de arte, os quadrinhos tentam passar uma mensagem, pois trata-se de uma forma de comunicação, de expressão humana. Os mais chatos podem dizer que trata-se de uma forma imperialista dos EUA se colocar em evidência, e blablabla... mas não. A Marvel, juntamente com sua equipe de artistas, usou o slogan "De que lado você está?" durante a guerra.
E hoje, faço a mesma pergunta: de que lado estou?
Saravá!
segunda-feira, abril 14, 2008
Medo... MUITO medo!
Vejam o resultado da cruza da Carla Perez com o Márcio Garcia.
Mas tirem as crianças da sala primeiro. Os danos podem ser irreversíveis.
Saravá!
Mas tirem as crianças da sala primeiro. Os danos podem ser irreversíveis.
Saravá!
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