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sábado, janeiro 30, 2010

Sobre tristeza

Há todo o tipo de tristeza. Não há tristeza certa ou errada - mas a tristeza em si, é sempre errada; injusta de alguma forma.
Não há covardia maior do que deixar alguém triste. Porque a tristeza significa a exteriorização das nossas fraquezes. Ficamos tristes quando perdemos alguém que amamos. Quando vamos embora de um lugar que tanto nos fez bem, nos fez sorrir.
O sorriso é a antítese da tristeza. O sorriso é quase a verbalização da alegria, do querer bem. Quase porque sorrir é, na verdade, um estado de espírito.
Tal qual a tristeza. Quando estamos tristes, tudo à nossa volta é mais silencioso e barulhento ao mesmo tempo. Na tristeza encontramo-nos com quem não queremos ser, num mundo que não queremos estar.
Ficar triste faz parte do crescimento enquanto ser humano, mas não há estupidez maior do que ficar triste.
Há na tristeza a penalização por termos emoções, por termos compaixão pelo outro.
Isto nos faz tristes, mas nos torna belos.

Saravá!

segunda-feira, abril 27, 2009

Photo of the Day

Querido leitor, dileta leitora!
Você gosta de arte? Fotografias de natureza? Aquelas paisagens bonitas, fodasticas de colocar no fundo de tela?
Pois bem, acesse o link http://photography.nationalgeographic.com/photography/photo-of-the-day e tenha uma GRATA surpresa...

Saravá!

sexta-feira, maio 23, 2008

Da arte de arrancar um sorriso



Sorriso: acto de sorrir; manifestação que se faz, sorrindo, e que exprime um sentimento de benevolência, simpatia ou ironia.


Tá, a foto já foi utilizada. Eu sei. Mas ela fez tão bem pruma pessoa aí que eu acho que ela vai fazer bem prum monte de gente.
Cada indivíduo reage de forma diferente a diferentes fatos. Quem nunca teve um acesso de riso no funeral daquela tia-avó da sua tia de segundo grau? Quem nunca rachou o bico da moça desastrada que levou um tombaço na calçada? É injusto afirmar que isso é errado. Mas em nenhuma dessas situações o riso foi espontâneo, necessário. Sim, porquê não tem nada mais belo no mundo que um sorriso. Ele pode ser acompanhado do Pão de Açúcar... ou não. Ele pode ser acompanhado de lasanha e coca cola... ou não. O sorriso mais belo do mundo é aquele que você não espera. Não necessariamente é o do Ronaldinho Gaúcho da Ana Paula Arósio. Pode ser um sorriso banguelo, sorriso de janelinha, sorriso com dente meio torto. Pode ser um sorriso molhado de lágrimas. Todos são obras de arte que todos os dias fazemos! O pintor, o fotógrafo, enfim, o verdadeiro artista é aquele que arranca dos alheios um verdadeiro e largo sorriso. Nada no mundo, nem a praia no fim de semana nem receber dar presentes, é tão revigorante! É tão difícil sorrir no mundo cinzento de hoje... arrancar um sorriso é uma arte para poucos. Na verdade uma arte para todos, pena que nem todos aprendem ou desenvolvem-na. Mais do que altruísta (que também é egoísta, como diria o Joey) arrancar sorrisos alheios é um investimento. Nunca se sabe quando você irá precisar que lhe arranquem um laaaaaargo e gargalhante sorriso.
Essa é uma prática que não deve nunca ser esquecida...

Saravá!

segunda-feira, março 03, 2008

Da arte de engolir seco

engolir
[De or. controversa; do lat. vulg. *ingulare (com mud. de conjug.), ou de en-2 + gola (< lat. gula, ‘garganta’) + -ir, poss.]
Verbo transitivo direto.
1.Passar da boca ao estômago; deglutir:
“tomou a sopa, engoliu um comprimido.” (José Carlos Cavalcanti Borges, O Assassino, p. 23); “Engoliu um copo de cerveja de uma só vez” (Pelópidas Soares, Cordão dos Bichos, p. 11).
2.Sorver, tragar; subverter:
A enchente engoliu as casas.
3.Devorar, consumir:
O lobo engoliu o cordeiro.
4.Aceitar como verdadeiro; acreditar em:
engolir mentiras.
5.Sofrer em segredo, ou sem protesto; dissimular:
Discreto, engole as mágoas;
“João, homem de não engolir um desaforo, viverá sem ganho certo” (Osmã Lins, Nove, Noventa, p. 88).
6.Subverter; revolucionar.
7.Fig. Transpor, ultrapassar, num percurso:
O automóvel ia engolindo os marcos da quilometragem. [F. express.: engolipar. Irreg. Muda o o da raiz em u na 1a pess. do sing. do pres. ind.: engulo, e, pois, em todas as pess. do pres. subj.: engula, engulas, engula, engulamos, engulais, engulam.]


seco
(ê) [Do lat. siccu.]
Adjetivo.
1.Desprovido de umidade, ou de líquido; enxuto:
o leito seco de um rio: palha seca.
2.Sem umidade atmosférica, ou sem chuva:
clima seco;
vento seco;
trovoada seca.
3.Sem vegetação; árido:
terra seca.
4.Diz-se da planta, ou de parte dela, que está ressequida ou murcha:
galho seco.
5.Privado da umidade ou do líquido que lhe é natural:
garganta seca.
6.Diz-se dos alimentos aos quais, mediante determinados processos, se extraiu a umidade, para melhor conservação:
carne seca;
frutas secas.
7.Diz-se do pão ou de outro alimento que se come sem manteiga nem outro conduto.
8.Magro, descarnado.
9.Fig. Diz-se de ruído sem ressonância:
uma pancada seca.
10.Fig. De poucas palavras; sério, austero, severo:
Seu feitio seco impunha respeito geral.
11.Fig. Ríspido, rude, áspero:
“No fim de contas, aquela recusa grosseira, seca, o ofendia!...” (Aluísio Azevedo, O Mulato, p. 222.)
12.Fig. Que não manifesta carinho ou ternura; que não se deixa enternecer:
É uma pessoa seca, mas compreensiva.
13.Fig. Sem ornatos; severo, despojado:
estilo seco.
14.Fig. Sem rodeios; direto, objetivo:
informação seca e precisa.
15.Pop. Esgotado; vazio.
16.Bras. Fam. Desejoso, sequioso:
Está seco por sair. ~ V. alfândega —a, avalancha —a, dique —, dobra —a, estufa —a, farinha —a, fio —, friso —, gangrena —a, lei —a, matriz —a, missa —a, névoa —a, ofsete —, pane —a, pedra —a, pilha —a, pólvora —a, recitativo —, relevo —, tirão —, tosse —a, verga —a e vinho —.
Substantivo masculino.
17.Lugar ou terreno seco, enxuto.
18.Bras. N. Baixio de areia deixado a descoberto pela vazante. [Flex.: seca (ê), secos (ê), secas (ê). Cf. seco, seca, secas, do v. secar; seca, s. f., pl. secas; ceco, s. m., e ceca, el. s. f.] ~ V. secos.

A seco. 1. Sem qualquer provento. 2. Apenas com o ordenado, sem comida; à seca. 3. Mús. Diz-se do canto sem acompanhamento instrumental.
Em seco. 1. Mar. Diz-se da embarcação que se encontra inteiramente fora da água.
Estampar a seco. 1. V. gofrar (3).
Mariscar no seco. 1. Bras. Bicar na terra à busca de insetos, grãos, etc. (a ave).




É, voltamos com as "artes humanas". Não as plásticas, nem dramáticas. Tampouco a música. Talvez o que está em questão nas análises do DB seja exatamente o que essas "artes" produzem na gente, ou que o visam produzir pelo menos.

A "arte de engolir seco" é para poucos. Todo mundo engole sapo. Todo mundo engole choro. Mas engolir seco, são poucos. Ou muitos. Não sei. Mas só quem já teve que passar por isso sabe que é completamente diferente engolir um sapo do seu chefe, ou conter o choro na hora que tá levando um pé na bunda.
Engolir seco é uma arte. Muito próxima do perdão, sem rancor e sem ressentimentos. É a pior das decepções. Não dá muito pra explicar como é isso. É mais ou menos como a tequila: você paga caro, não gosta e nem quer saber qual o gosto. Engole e pronto. Sem frescura. Sem cara feia. Sem nada. Sem saber de onde veio...

É uma sensação estranha depois que aquilo tá no seu estômago. Fica ali, ardendo, remexendo, bufando... mas já tá lá. "Missão cumprida" é a sensação sabem?

Talvez, só talvez, quando alguém te faz engolir seco, aquele "glup" sonoro, não o faça por mal. Não, eu tenho certeza: ninguém faz isso por mal. Das duas uma: ou você mereceu, ou não. Se não mereceu, bem, as coisas e as relações humanas não são as coisas mais fáceis de se entender ou explicar. Somos tão inconstantes, mutáveis, instáveis.
Se não controlamos energia atômica, como podemos ser tão arrogantes a ponto de achar que conseguimos nos controlar?

E aqui, volto à idéia da tequila. Aquela que ajuda a engolir tudo de ruim - já que o prazer consta em sentir a garganta queimar até a ponta do estômago, fazer careta e pensar: PRONTO!
O negócio é engolir e ir para a próxima rodada...

Saravá!

PS: Claro que o DB gosta de tequila. Ainda mais a Tila Tequila Jose Cuervo. Mas o mais gostoso da tequila é a roda de amigos com o limãozinho na mão, tacando sal no camaradinha do lado e contando até três.

E por ironia do destino, essa mesmo tequila é que fez o DB escrever o post...

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Da arte de cometer erros – I (ou da arte de cair...)


erro
(ê) [Dev. de errar.]
Substantivo masculino.
1.Ato ou efeito de errar.
2.Juízo falso; desacerto, engano.
3.Incorreção, inexatidão.
4.Desvio de bom caminho; desregramento, falta.
5.E. Ling. Desvio em relação a variedade padrão de uma língua.
6.E. Ling. No aprendizado de língua estrangeira (q. v.) ou de segunda língua (q. v.), o uso sistemático de uma forma de modo diverso daquele que seria o de um falante nativo.
7.Fís. Qualquer medida da flutuação ou da incerteza associada a uma medição. [Pl.: erros (ê). Cf. erro, do v. errar.]


Isso segundo o Aurélio. Segundo o Distinto Blogueiro – talvez influenciado pelo pavoroso fim de semana – não.
Um erro aos poucos vira constante, e um pouco depois, faz parte de você, tal qual uma cicatriz ou tatuagem que o diferencia do que foste a dois ou três minutos atrás. Às vezes você se lembra daquela marca e não fará o mesmo. Na maioria das vezes, fará igualzinho.
Um erro consiste em uma atitude não pensada, não planejada – ou pior, mal pensada.
Um erro consiste em decidir-se pelo que se julga ser o correto – quando o correto não é correto.
Um erro é esquecer-se do erro anterior. A mesma facilidade que o ser humano tem para mudar é proporcional à que ele tem para regredir. Isso é um erro. Grave.
Um erro que gera arrependimento... pode gerar perdão? E quando o perdão não é suficiente?

Sarava!

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Da arte do saudosismo


"Saudosismo: sm. Gosto do passado, com tendência para o superestimar."
Isso segundo o Aurélio. Segundo o Distinto Blogueiro, difícil definir. É muito tênue a linha entre a saudade e o saudosismo. Oras, quem não gosta de passar pela rua em que morou por 10 anos e fez todos os seus amigos por ali?
Quem que não gosta de ver as fotos antigas da família e dizer que aqueles tempos é que eram bons?
Que atire a primeira pedra!
Há um "quê" de saudosismo nas pessoas. Todos precisamos nos lembrar das coisas que nos trazem até onde estamos.
A ex-namorada sacana, a ex-namorada que virou esposa. A filha que era rebelde, tomou jeito e agora te traz o netinho todo dia de manhã. Aquele amigo que estava ali na hora certa. E que hoje vocês sequer se lembram do rosto de cada um.
Na última terça-feira o DB foi na Papa Genovese, na Barra Funda. Sempre que passo por lá, só tenho boas lembranças: seja do Palmeiras ou de otras cositas más.
Descer do metrô e andar naquele terminal, ver a paisagem já sem chuva e lembrar-me das vezes em que voltei de lá berrando "olê olê".
Andar no shopping Paulista e não lembrar das tardes em que minha avó me levava para comer um gigante McLanche Feliz! Ou depois, quando cresci e entendi para que serviam as mulheres, me lembro até hoje da moça de camiseta da Guaraná Brasil em frente à Fotoptica.
Ter memórias como estas faz bem. São elas as nossas raízes. Mesmo o mais amargo ser humano - que deve ser o mais amargo por alguma memoria - sempre tem algo para sorrir quando passa por um lugar querido.
Olhar pro relógio do Cebolinha e não lembrar dos tempos em que o pai trazia um presente diferente (e caro) por semana, ou daquele Jaspion que sua mãe se matou pra conseguir numa tarde... que fantástico lembrar disso!
Sei lá, acho que pra quem foi arrancado de sua trajetória original, ser saudosista é uma forma de não se perder do plano anterior. Tem coisas que, seja Deus ou o destino, ou o que o leitor preferir, acontecem por algum motivo. Às vezes não enxergamos os motivos e talvez, apenas talvez, a cicatriz do saudosismo esteja ali para nos lembrar do que precisamos: sentir-se vivo, vibrante, amante.
Ser saudosista não pode ser considerado um defeito. Talvez um vício, no sentido de que viver do passado é um conforto - e o é. No entanto, deve-se sempre olhar para frente. Para que novos e maravilhosos momentos possam ser guardados para a posteridade.

Saravá!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Da séria série "da arte humana"

Não, o Distinto Blogueiro não virou crítico de arte. Até porque pra criticar o trabalho de alguém é necessário ser muito, mas muito melhor do que o criticado.
Enfim, esta nova seção do blog pretende tratar dos sentimentos humanos em forma de arte. Sim caros leitores! A maior proeza do ser humano é a capacidade de sentir coisas, milhares de coisas às vezes todas ao mesmo tempo.

Não haverá regularidade dessa "coluna", já que vocês sabem que eu raramente atendo prazos hehehehe...

Então preparem-se porque vai ter neguinho chorando por aí!

Saravá!