Você distinto leitor, dileta leitora... nasceu na década de 80? Então com certeza se lembra de Robocop, Os Caça-Fantasmas e outros clássicos da época, certo?
All right!
Continuando o Hat Trick de filmes que assisti no final de semana passado, dessa vez tecerei comentários sobre o impagável "Rebobine por favor".
Se você, leitor juveninha não conhece o verbo "rebobinar" é porque ele não faz o menor sentido nos dias de hoje! Quando éramos jovens, não existia essa birosca redonda com furo no meio chamada "CD". DVD então, vixe...
Na época o grande barato para curtir um filmão era o famoso VHS - Video Home System (caraca, explicar o que era isso é mais difícil do que parece).
Para simplificar, trata-se do antecessor do DVD. E aquilo era um saco! O aparelho que se utilizava era pior ainda (as palavras "cabeçote" e "rebobinar" fazem algum sentido pra você? Não? Sorte a sua!), itens que viviam quebrando, sujando e enchendo o saco de quem queria assistir um filminho em casa.
Bom, o filme (com Jack Black e Mos Def) conta a história de uma locadora que fica na cidade de Pasaic/EUA. Com o advento da mídia digital, o lugar vai ficando jogado às moscas - além de não terem DVDs em seu catálogo, os caras ainda não tinham trocentas cópias do mesmo filme - falha compensada pela variedade de títulos.
Após um acidente, a personagem de Black desmagnetiza todas as fitas da locadora e como o dono estava fora, o substituto dele entra em parafuso! Quando a única cliente da loja exige que o filme dela esteja disponível, ele tem a grande sacada: já que ela não conhece o filme, eles fazem uma versão caseira do mesmo (Ghostbusters, no caso).
As atuações da trupe são de rachar de rir (alguém imagina outro ator tão maluco quanto Black para um papel em que ele tem que refilmer clássicos do cinema? Putz!).
Só que o negócio sai do controle ao passo que eles vão "suecando" (verbo utilizado para a prática de montar versões próprias de filmes) as fitas, até que eles começam a fazer filmes personalizados. O roteiro é muito legal e presta uma grande homenagem àquela época, onde era preciso fazer reserva (!!!) de filmes que você queria assistir.
A turma se vira como pode para recriar todo tipo de filme e o mais legal é ver como eles utilizam a criatividade para recriar os efeitos especiais - sim, eles fazem até os efeitos! Que mané Weta Digital o que...
Este foi um dos filmes mais DIVERTIDOS que vi nos últimos tempos. Talvez um pouco pelo saudosismo, mas principalmente porque para quem curte muito a sétima arte, ver que podemos ter filmes tão bacanas nos divertindo é um prazer raro nos dias de hoje. Fica a dica para você, fiel admirador do cinema!
Com calma nessa segunda, que ainda é segunda-feira (e o DB achou o teclado em PT-BR no w7! Yeah babe!).
Fase cinéfila gerando trocentos posts, vai ter distribuidora por aí querendo me pagar publicidade no blog (Tá, e eu sou o Santa Claus. Baixa a bola, DB...).
Enfim, vamos ao que interessa que a lista tá grande!
Vou começar pelo fim, com o filme cabeça da vez. Peguei três filmes na sexta-feira e assisti todos numa batelada só, num domingo à tarde.
Terminei a bateria com "Apenas uma Vez" (Once), filme irlandês de baixo orçamento. Pra quem gosta de música, um prato cheio, já que na prática é um musical - mas sem as cenas "vergonha alheia" tal qual Chicago e coisas do tipo.
Um fiapo de roteiro conta a história de um cara (propositalmente sem nome) que conserta aspiradores e toca nas ruas de Dublin, pra ganhar mais algum. Numa dessas noites, enquanto ele canta uma de suas composições (já que durante o dia ele não o faz pois as pessoas "pagam para ouvir o que conhecem"), ele conhece uma menina (também sem nome) que veio da República Tcheca e que vende flores pra ganhar a vida e toca piano nos intervalos (numa loja de instrument
Voilá, já temos instalado o nosso romance! A beleza do filme está na construção do relacionamento dos dois, que vão conhecendo as respectivas histórias e construindo a própria através do processo criativo. As cenas são muito bonitas (as imagens de Dublins são sensacionais), e a fotografia é típica do gênero "Sou pobre mas sou limpinho".
A história é sustentada no romance dos dois, e em como a inspiração na vida pode aparecer do nada e mudar completamente o que e quem somos.
Vale a pena assistir e pra quem quiser, comprar o filme - eu mesmo já garanti o meu, aqui (precinho camarada).
Filme vencedor do Oscar de Melhor Canção Original, se você conseguir achar o CD, vale a pena (mas custa R$70,00 na Livraria Cultura). Ainda não tentei, mas descobri (uaaau, como sou esperto!) que na Amazon.com é possível comprar as mp3. Não sei isso serve para nós, índios do terceiro mundo... mas azar dos estúdios, se eu não conseguir comprar uso o jeitinho interneteiro pra conseguir...
Mais tarde, as palavras sobre "Be kind, Rewind" e "Reign Over Me".
Ja aviso que o DB esta testando o Windows 7 em ingles, portanto o texto nao tera acentuacao... sorry pessoal!
Enfim, apos sabe-se la quanto tempo, o DB resolveu dar um pulo na videolocadora. Nao me lembro qual foi a ultima vez que pensei: "Quero assistir um filme. Vou na locadora ver o que tem por la!". Sai do escritorio e vi que a cidade estava intransitavel. Nao tinha condicoes de pegar onibus, todos cheios e parados por causa dos farois (ok, semaforos) em amarelo piscante. Liguei o botaozinho magico do "que se lasque" e resolvi ir a pe para casa. Fui ouvindo minha musica, curtindo a tarde sem chuva (ja eram oito da noite) e quando passei perto da locadora, comecou a tocar "Have you Forgotten", uma das musicas da trilha sonora do "Vanilla Sky". Catapimba! Na mesma hora, entrei na loja e aluguei o tal filme, que sempre quis assistir mas nunca tinha feito-o.
Filmaco!
Trata-se da refilmagem de um outro filme espanhol, o "Abre los Ojos" (1997). Aqui nao vou me ater a parte estetica do filme, tampouco a tecnica - ja que nao domino nem um e nem outro, basta dizer que ambas servem bem o proposito do filme: contar uma historia bacana e que te faca ligar os pontinhos. Pra quem presta atencao e ja sabe o que esperar do filme, e bastante divertido ir fazendo as conexoes entre as pistas. Eu ja sabia que o filme nao era "linear", mas nao fazia a menor ideia aonde ele iria chegar. "Vanilla Sky" conta a historia do "preiboi" David Aames, herdeiro de um "conglomerado de comunicacao" norte americano. Para ele "a vida ate parece uma festa", portanto (apesar de o filme nao ser claro sobre sua competencia) ninguem o leva a serio. Numa festa em sua casa, ele conhece Sofia, a encantadora estranha que seu amigo conhecera naquela tarde. Obviamente eles se "apaixonam" (no limite que a historia impoe para tal) e um acidente causado por uma "peguete" ciumenta interrompe o filme - mas e ai que a historia comeca!!! A exploracao do passado do personagem e bastante infima no comeco, ja que ao longo do filme a historia dele vai sendo revelada, nos fazendo entender o que rola na cabeca do figura. Como todos os filmes do genero, nem tudo o que aparece na tela e real - e ai entra o que falei de ir ligando os pontinhos. Trata-se de um drama psicologico, ou thriller dramatico, como voce preferir. Pra plateia que busca o cinemao pipoca, este e o tipo do filme que eu nao recomendo. Precisa prestar atencao nos detalhes, fazer ligacoes e o final e tipico deste tipo de filme. Alias, o final e bastante emblematico e a cena tem uma beleza peculiar, principalmente o tal de "Ceu de baunilha" que da nome ao filme. Como o filme e antigo, tem as teteias Cameron Diaz (numa performance excelente) e Penelope Cruz (que repete o papel de Sofia, tal qual no original espanhol), pra quem quer dar uma viajada na maionese numa sexta em que ninguem ta muito a fim de baladar, fica a dica!
Sarava!!
PS: obrigado a minha amiga do lado de fora, que deu a dica pro marcador. Valeu Pate!!
Ou o abrasileirado "Amor Sem Escalas". Tirei uma noite sabática e resolvi assistir o tão elogiado filme do antigo Dr. Doug Ross. E o filme merece os elogios que vem recebendo. Se você tá achando que é mais uma comédia romântica, daquelas que terminam com todo mundo sendo feliz pra sempre, pense de novo e escolha outro filme. Claro que o DB não vai estragar a surpresa e contar o fim do filme, mas se prepare para reviravoltas na trama, que lhe farão dizer "Uuuuuuia...". Jorge Clunei (já que abrasileiraram tão mal o nome do filme) é mesmo o cara pro papel de Ryan Bingham, um sujeito que é pago para demitir as pessoas. O sujeito é metódico até o talo, mas ao mesmo tempo ele tem o "time" perfeito para o papel de canastrão-sensibilizado-descolado-cool. Bingham desenvolveu toda uma metodologia para o que ele define ser o trabalho dele: ajudar as pessoas num momento em que estão sensibilizadas. A base dessa metodologia é desenvolvida de formar bastante peculiar pelo roteiro: ele a explica através das palestras motivacionais que é pago para ministrar, sendo que o tema da palestra é "Esvaziando a sua mochila". Nas palestras, ele mostra para as pessoas o quanto a vida delas fica mais pesada conforme vai passando. E isso vai acontecendo durante a história, como se o palestrante fosse o comentarista do filme, aquele cara que vai explicando as passagens para a platéia. Essa ferramenta é utilizada de forma bastante inteligente pelo filme, pois não passa tudo mastigadinho para o público - o que é bastante difícil hoje em dia. A personagem é construída ao longo do filme, que vai apresentando o raso homem que é Bingham, e como ele constrói sua relação com o mundo e as pessoas. O grande desafio é quando sua companhia muda o modus operandi - portanto, o modo de vida que ele escolheu.
O filme defende um ponto de vista bastante interessante, pois mostra uma personagem que é feliz - ou acomodada - com suas escolhas. Entender a comodidade como felicidade ou a felicidade em ter comodidade vai da perspectiva do espectador. O tema central do filme trata exatamente sobre isso: perspectiva e decisões. A história de Bingham mostra o quanto as nossas escolhas interferem na busca pela felicidade - mas mais do que isso, mostra o quanto precisamos ter paz de espiríto para escolher qualquer coisa.
Ah, raramente comento sobre a técnica de algum filme, até porque não entendo mierda alguma... mas a fotografia desta película me chamou a atenção, principalmente no quase-final do filme. Não vou contar o que e nem como, mas a câmera é utilizada como se fosse uma câmera amadora. Sutil, mas belo.
Por fim, se você está procurando um filme que seja muito bom, envolvente e não seja só entretenimento, "Up In The Air" vale cada centavo do salgado preço que os cinemas cobram hoje em dia.
Há todo o tipo de tristeza. Não há tristeza certa ou errada - mas a tristeza em si, é sempre errada; injusta de alguma forma.
Não há covardia maior do que deixar alguém triste. Porque a tristeza significa a exteriorização das nossas fraquezes. Ficamos tristes quando perdemos alguém que amamos. Quando vamos embora de um lugar que tanto nos fez bem, nos fez sorrir.
O sorriso é a antítese da tristeza. O sorriso é quase a verbalização da alegria, do querer bem. Quase porque sorrir é, na verdade, um estado de espírito.
Tal qual a tristeza. Quando estamos tristes, tudo à nossa volta é mais silencioso e barulhento ao mesmo tempo. Na tristeza encontramo-nos com quem não queremos ser, num mundo que não queremos estar.
Ficar triste faz parte do crescimento enquanto ser humano, mas não há estupidez maior do que ficar triste.
Há na tristeza a penalização por termos emoções, por termos compaixão pelo outro.
2010 não é um ano que começa com esperança de que tudo será melhor. E com tudo que aconteceu, a tal da esperança - se já não era suficiente - ficou ainda menor. Viramos o ano vendo famílias inteiras debaixo de água, famílias de amigos debaixo de terra e tristeza num dos lugares mais lindos do mundo.
Estive na Ilha Grande em outubro e aquele lugar mexeu positivamente comigo. De um jeito diferente, me recarregou as pilhas (mesmo que a vida útil destas esteja no fim). Tive uma semana muito legal por lá e quando vi o que aconteceu, fiquei bastante abalado. Sei que é um lugar alegre e muito simples, mas também bastante acolhedor. Me imaginei na situação da turma que estava lá. Não consigo imaginar o que é ter que correr para salvar a própria vida, ouvindo aqueles que você ama gritar de desespero. Eu gritaria junto. Ou não. Não sei, não há como saber. E o tal do acaso, não contente com tudo o que sofre o Haiti, ainda resolve destruir tudo o que há por lá. Porquê? Qual o motivo, razão ou circunstância que leva isso a acontecer? Sei que não posso, que as coisas não funcionam assim, mas que cazzo de justiça divina é essa? Que porra de destino maldito essa gente tem? Nessas horas, a vontade que dá é de largar tudo e ir pra lá, ajudar de alguma forma. Ser alguém importante na vida alheia, dar carinho e compaixão, dar um abraço de esperança - mas será que isso ainda existe?
"Cacetada!" - Que dia! Ainda bem que tá quase acabando... quase mesmo, é banho e cama. Um dia pesado, apesar de rápido e passageiro. Dia que começou mais cedo do que deveria, e isso em todos os sentidos (e, urgh, estômago tá doendo bagarai) e tá terminando mais tarde e bem mais pesado do que deveria.
As coisas às vezes estão acontecendo na nossa cara, e nem que elas se esfolem no seu nariz, você será capaz de perceber que elas estão ali. O bicho humano é tão burro e cego que mesmo sentindo o prego na sola do pé, é capaz de jurar que não tem nada ali. E isso serve pra tudo nessa vida. Essa vida, louca vida, vida doida, que alguns acham que é um mistério profundo, pra outros, nada mais é do que um grande enigma, onde as pistas para a solução estão todas no dia-a-dia, e cabe ao detetive decifrá-las. Oras pequeno gafanhoto, nem um nem o outro está certo. Porque por baixo de toda a nossa teimosia, temos uma camada de inteligência que desenvolvemos. Ao longo da nossa evolução, aprendemos a interpretar os sinais da natureza - que normalmente, não são tão óbvios e mal me lembro de quando e como são tão exatos a ponto de serem estatisticamente corretos. Tal qual a natureza em si, somos bichos ao mesmo tempo previsíveis e imprevisíveis, todo e nenhum, preto, branco e cinza. Nas faixas, nas camadas, nas entrelinhas dos fatos, dos sinais e do cotidiano, estão as nossas diretrizes de vida, de perspectiva de vivência e experiência. Às vezes está no meio-termo entre coisa e outra - algo sutil. Às vezes está nos extremos, nos limiares (ou, como o dramático DB gosta de dizer, nos limites). Dias como o que tive hoje mostram e provam que não há como sobreviver apenas de limites (e isso e nisso estão os sinais, as dicas que o detetive aqui vinha perdendo), mas é preciso enxergar o limite, além do limite - e oras vejam, o que está também ANTES desse tal limite. Pois tem dias que até Dr. House erra, que mesmo o mais sutil e perspicaz dos observadores perde um detalhe, um lance desse longa metragem meio sacal e ao mesmo tempo, fascinante. Não é só o fator surpresa que nos faz humanos, tampouco o fator extremo que nos faz racionais. A mistura disso é que nos torna capazes de viver e conviver, de decidir e hesitar. Tudo afinal, está e não está entre o "sim", o "não" e o "talvez" (se vira com o "talvez" amigão!).
Saravá!
*****
Tudo isso (ou nem tudo isso), dedico aos amigos (blablabla, deixa eu adoçar isso aqui) de verdade, que nos mostram que nem sempre há certo, errado e mais ou menos. À vocês, dedico, agradeço e xingo! Viva!
Deixo as palavras de lado. Nos momentos de tristeza, de amargura, de solidão, que a emoção fale pela gente. Pouco importa o que virá até janeiro de 2010, o fato é que o coração pesa. Mas passa. É dor de amor, de paixão juvenil. Todo mundo sabe o é que isso, com raras exceções. Quem não amou, não merece ser amado. Eu te amo Sociedade Esportiva Palmeiras...
O amor é verde branca a razão eu plantei palmeiras no coração
Para a natureza se eternizar hasteou palmeiras em seu altar
Esse amor imenso flor da emoção um jardim suspenso pela paixão
Mais um ano na caderneta e quando pisquei, pimba! Outro aniversário. É interessante esse negócio de ficar velho. Quanto menos se quer, mais se fica. Lembro-me dos aniversários na infância, mesmo na fase mais difícil. Esperava chegar o dia que todo mundo vinha cumprimentar quando chegava na escola. Aquela montoeira de calças azuis e camisetas brancas vinham, abraçavam, beijavam. Depois, de noite, todo mundo ligava, só pra marcar presença. Lembro que eu tinha duas amigas que sempre mandavam cartões no aniversário, era quase uma tradição. Com o passar dos anos, foi ficando tudo mais difícil, complicado. Aí, uma hora, a gente desencana de comemorar, afinal, nunca dá pra juntar todo mundo... e se não é com todo mundo, não tem graça. E depois, tudo começa a mudar porque o todo mundo já não o mesmo todo mundo - e como diz uma querida pessoa, "todo mundo é muita gente". Sei lá o que pensar dos aniversários. Eles tem um "quê" de melancolia, de contagem regressiva. O contrapeso, no irônico final, é o apagar das velinhas...
Eu tenho vergonha na cara. Isso vem da base, do berço. Eu tenho vergonha quando meu time não faz o que devia fazer. Eu assumo isso. Porque aí está a grandeza de espiríto: reconhecer o erro. É diferente de pedir desculpa. Isso é fácil. O difícil é encarar a vida, o maledetto dia-a-dia depois de cometer um erro tão grotesco (ou nem tão grotesco assim). Erramos por vários motivos, o tempo todo. Alguns erram por serem passionais demais, outros por serem mais frios. O fato é que todos erramos, nos envergonhamos. Mas mais importante que qualquer coisa, é manter seus valores. No caso da Sociedade Esportiva Palmeiras, é vergonhoso perder uma taça do jeito que aconteceu. Não me importa se o técnico não tem competência, se os jogadores entregaram. O fato é que eu tenho vergonha quando meu time não faz o que deveria. Não joga bola. Mas eu tenho MAIS vergonha ainda de quando ele ganha por erros do juiz. Não foi o caso de ontem, que empatamos numa trapalhada do juiz. O gol foi legal. Eu me envergonho é de ter deixado o lanterna do campeonato abrir dois gols de vantagem. Mesmo assim, se perdessemos, seria na bola, a Minerva do futebol, a que não perdoa. Agora, um recado à escória do Jardim Leonor: vocês são pequenos. Porque não importa o que vocês ganhem, há muito mais para se conquistar do que as taças. Há o respeito mútuo, há a história, a honra e os valores que regem tudo isso. Não se pode ser grande tripudiando do pequeno. Roubando o pequeno. Ou o grande. Uma história manchada sempre será uma história manchada. Quem corre do campo por medo de perder, não merece ser chamado de "grande". Porque o grande de verdade tem vergonha na cara. Apanha, cai, se arrebenta todo. Mas levanta, e de cara limpa. Ele não nega os erros que comete. Ele não cospe na cara, nem dos seus inimigos nem dos seus rivais. A nobreza é nele reconhecida como a nobreza dos grandes reis, daqueles que têm sangue honrado nas veiras. Sangue de quem sua a camisa no dia-a-dia.
Dirigente do São Paulo vê favorecimento a Flamengo e Palmeiras na reta final
Marco Aurélio DunhaCunha reclama de defesas de pênalti do goleiro Bruno e acusa árbitro que não expulsou Danilo no clássico com o Corinthians Fernando Poffo
São Paulo
O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, avalia que o clube vem sendo prejudicado pelos árbitros nesta reta final de Campeonato Brasileiro. O dirigente lembrou a derrota para o Flamengo (2 a 1) e o empate com o Grêmio (1 a 1) para reclamar dos critérios dos juízes nas últimas rodadas. Marco Aurélio ironizou os pênaltis defendidos por Bruno contra Botafogo e Santos e o carrinho de Danilo em Jorge Henrique no clássico entre Palmeiras e Corinthians. A reclamação de Marco Aurélio Cunha surge no momento em que o São Paulo corre o risco de perder jogadores em julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) - Borges, Dagoberto e Jean foram expulsos contra o Grêmio e serão denunciados pelo procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt. Apesar do protesto, Cunha acredita que os três serão absolvidos e cumprirão apenas a suspensão automática. - O procurador está no papel dele, mas o que vale mesmo é o julgamento. A expulsão já é a punição. Foram lances de jogo e acho que o Jean nem merecia o primeiro amarelo. Já o lance do Borges é interpretativo e a própria imagem o absolve - analisou o dirigente. *** Eu já vi nego safado, cara-de-pau e mau-caráter nessa vida. Trabalho com eles, convivo com eles. Mas igual à esse Anão de Jardim fidumafiga, nunca vi não. Quer dizer que sentar o sarrafo na jaca dos outros é "interpretativo"? Só se for na biboca que mora esse lixo! Aliás, ele saiu de que tumba? Esse pitbitoca não punha o rostinho fófis e cheio de blush dele pra fora fazia tempo. Agora aparece só pra tentar atrapalhar a campanha da italianada né? Dizer que o Palmeiras é beneficiado pela arbitragem é de um mau-caratismo que poucos tem. Acho que só o Mustafá poderia dizer isso de cara lavada que nem esse bostinha... a arbitragem tem errado a favor e contra todos os times no BR 09. Mas e o afastamento do goleiro titular do Barueri e do artilheiro da equipe justamente no jogo contra o clientão SPFW? Ele esquece que o time dele, ora vejam, conquistou meia dúzia de pontos com jogadores impedidos. Fora as entradas criminosas em jogadores adversários e nenhuma visita ao STJD (o Bugu dos brasileirões). Então, sr. Dunha, lave bem sua bocarra escrota antes de falar da Sociedade Esportiva Palmeiras... seu bosta!
Todo mundo nasce, cresce, se reproduz e morre. Até aí, nada de novo, nada de interessante (ou pelo menos, nada de diferente do que você aprendeu na primeira série, com a mestra Dorinha). O que vale observar, no entanto, é o período "do meio": o período do crescer a morrer. Esse é o tempo que lhe foi dado para construir sua história, deixar seu teco de contribuição pra este lugarzinho redondo, enorme e cinza azul. E nesse meio tempo você vai ter que se virar pra entender, aprender a se comunicar (em, pelo menos, duas línguas diferentes), entender como funciona a caixinha mágica que faz barulho e aquele treco esquisito que quando abre, acende a luz e sai comida.
Dá pra comparar esse tempo à uma construção, sei lá, Inca, Maia, ou coisa que o valha. Eu ia falar "uma casa", mas uma casa não dura mais que alguns anos, então, como sua vida é sempre algo grandioso, vamos comparar com... Machu Picchu! Pronto. Já imaginou você lá, colocando tijolinho por tijolinho pra construir um treco daquele tamanho? Se é que algum tiozinho viveu pra ver aquilo ser erguido dos pés à cabeça, dá pra comparar com o nosso tempo-período entre crescer e bater as botas. Eu às vezes gostaria de me filmar 24 horas por dia. Só pra acompanhar, de perto, o meu crescimento, a construção da minha Macho Picchu. E aí, quando bater as botas, alguém vai poder dizer: "Caraca, que é aquela pilha de latinhas largada ali no meio da sala??"
20 dias fora do escritório. Vou repetir: 20 dias fora do escritório. E eu achando que, ao voltar, o que faria falta era acordar tarde, comer em casa e ver tv. Que nada! Falta faz uma janela e chinelo no pé... se assim fosse, nem reclamava da agenda lotada (em apenas dois dias)... A propósito: já é sexta-feira?
Sei que é um pecado usar esse titulo para um simplório post aqui do nosso botequinho. Mas acho que Tolkien não ficará chateado, afinal, o título cai como uma luva para o livro escrito por Bilbo e também para o post que estou fazendo. O DB volta de férias (alegria de pobre dura pouco: 20 dias, pra falar a real) e de uma semaninha que foi "qualquer coisa bicho!", como diria um broder meu. Hoje, considerando o avançado da hora, um post com teor mais... filosófico. Chato? Talvez! Mas tá quentinho e não vai te custar muito ler esse texto. Enfim, estive curtindo minha última semana de férias na Ilha Grande, um tequinho de mata atlântica no litoral do Rio de Janeiro. Lugarzinho maravilhoso, e por ser fora de temporada, com um precinho que cabe no bolso do pé-rapado aqui. Foram cinco dias em tempo integral com a brotherzinha, papos valiosíssimos e silêncios mais valiosos ainda. Afinal, que há de mais importante na amizade que a cumplicidade proporcionada pelo silêncio? Como eu comentei com minha brotherzinha parceira de aventuras, toda viagem mexe com a gente. Pro bem, pro mal, nunca se sabe. Só se sabe que toda e qualquer experiência que temos forma alguma coisa diferente dentro das nossas cacholas. Nunca tinha parado para perceber o quanto isso é valioso. É mais do que uma oxigenada no cérebro (loiras, não se animem, falo no sentido figurado). É uma sementinha que fica ali, ocupando um espaço que antes estava vazio, ávida por um pouco de sol e de água. Fazê-la crescer depende da gente e no que queremos que essa sementinha se transforme - se é que queremos que ela se transforme em algo. Nunca tinha olhado para essa mudança sob esta ótica. Normalmente, voltamos de retiros um pouco mais resignados, mais confiantes. E quando acontece o contrário? Fica a necessidade de um novo retiro, com mais urgência, com mais tempo... ou não. Acho que dessa vez entendi que de um tempo que damos para nós mesmo, nem sempre a decisão é o que mais precisamos, mas de novas dúvidas para que no nosso dia a dia (este sim, poderosíssimo) possamos encontrar novas afirmações.
Site da Claro não funciona. Americanas.com, também não funciona. Acabo de descobrir que as minhas passagens, das sonhadas férias, foram canceladas. Comprar outra? Só com a senha do cartão de crédito, que nunca chegou.
É de cair o cu da bunda, vou te contar viu... que praga!