Mostrando postagens com marcador Fica Dica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fica Dica. Mostrar todas as postagens

domingo, junho 06, 2010

Fica dica: Ele não está tão a fim de você

Tá, pra começar: você já viu uma comédia romântica (hein?) que tenha quase a mesma duração de algum episódio de "Senhor dos Anéis"? Não? Pois é, esse mito acaba de virar realidade: elas existem.
"Ele não está tão a fim de você" é uma prepotente comédia romântica, que fica num chove-não-molha inacreditável. Em determinada altura do filme, perguntei: "Ok, alguém vai dar uns pegas nesse filme???". Sim, porque é um festival de gente complicada e cheia de doce que nem mesmo aquele casal mais óbvio que você conhece demorou tanto pra dar o primeiro beijo...

O filme trata de várias histórias entrelaçadas, sobre diferentes personagens (mulheres, claro) em diferentes estágios da vida. Num estrelado elenco (Drew Barrimore, a tetéia Scarlet Johansson, Jennifer Connoly, Ben Affleck e a eterna Rachel de Friends, Jennifer Aniston) quem se destaca são os dois menos famosos: um tal de Justin Long e uma que nem sei o nome. É difícil tentar sintetizar num post a história do filme, já que são várias. Mas tente você, distinto leitor, se lembrar de vários casos de amigos (as) desesperados por uma namorada(o) e aquele tipo de gente que só consegue ser feliz se tem algum rolo rolando (rááá!). Tem vários né? Tá, agora imagina que esse povo todo consegue se enrolar junto e todo mundo é traumatizado com relacionamentos. Tá se identificando? Pois é.

O filme tem 129 minutos de duração e poderia terminar uma meia hora antes, já que os namoricos e possíveis casamentos estão todos no ponto. Mais um filme à la "Sex And The City" em que as mulheres são tratadas de forma superficial: inseguras de si, carentes, co-dependentes, obssessivas com casamento e outros clichês babaquinhas por aí.

Se vale a pena? Bom, o final do filme até surpreende, mas está cheinho de furos e soluções do tipo "Er... o que faço com essa personagem que sobrou? Ah, qualquer coisa tá bom, afinal, o importante é o final feliz!" - e por "final feliz" entenda "casamento". Porque afinal, qual mulher consegue ser feliz consigo mesma, não é?

Por fim, se passar na tv aberta, num domingo à tarde, é melhor que Fauschatão...

Saravá!

segunda-feira, maio 24, 2010

Fica a Dica: 500 dias com ela

Mas que cagada do tradutor! Impressionante como qualquer filme que tenha homem + mulher na história ganha um título "romântico" aqui nas terras tupiniquins.
OK, este ainda é um filme "romântico" - que atire a primeira pedra o cara que nunca foi passado pra trás pelo amor da sua vida. Até ali, claro.

5oo dias com ela - ou melhor, 500 dias de Summer (abrasileirando, 500 dias de verão) conta a história de um nerd que se apaixona pela apaixonante (rá!) assistente do chefe dele - que se chama... Summer!

A moça tem um ar blasé, gosta de cinema, bonitinha, tem atitude e é extremamente espontânea. O sonho de qualquer cara azarado! Além de mandar bem no karaokê!

A história é contada aos poucos, com um calendário em que hora mostra o começo, hora o começo do fim - e aí o espectador vai montando a história e... bom, você entende o que vai rolar logo no começo da película. E isso não atrapalha o bom ritmo da história! Os protagonistas tem química e não há como não se identificar com o cara que abdicou da carreira que escolheu - nem ele sabe porquê (bom, ele não se acha bom o suficiente no que escolheu, então vai trabalhar numa editora de cartões comemorativos).

É um filme que chama a atenção, claro, pelo baixo orçamento - e porque, a meu ver, é uma "comédia romântica" em que os namorados deverão arrastar as namoradas para assitir (afinal, toda mulher é no fundo uma megera destruidora de corações masculinos hahahaha). Todo cara tem uma "Summer" no seu passado, aquela mulher que te faz acordar pra vida e ver que a melhor coisa do mundo (epa, esse é outro filme!!) é ter uma companheira legal - mas que ela não é a solução pra sua vida.

Saravá!

*************************************************************************************



quarta-feira, abril 28, 2010

Fica Dica: As Melhores Coisas do Mundo

Tempo demais passou desde a última vez que postei aqui. Precisava tirar as teias! E tinha que fazer com estilo.
Na sexta-feira passada resolvi assistir o filme do título do post. Simples assim, pensei "semana que vem vou ao cinema, que se lasque!!"
Na hora do almoço já corri ao Shopping pra garantir o meu lugarzinho na sala.
O dia correu (graças à São Marcos) e saí correndo para comer algo e dar tempo de dar aquela babada na vitrine da A2You hehehehe...
Enfim, vamos ao filme: filme nacional que surgiu meio do nada na programação (pelo menos para este humilde assalariado) e convenhamos, pouca gente acompanha o aquecido mercado da sétima arte verde e amarela né?
O roteiro é adaptado do livro (ou série de livros) "Mano" (eu nunca ouvi falar) e conta a história de Evandro, o "mano" e do seu dia-a-dia de um moleque paulistano, 14/15 anos, de classe média.
Aliás, maior barato assistir um filme que a cidade que você mora serviu de locação. Ficar pensando "Pô, essa é a avenida tal! Ah, eu já passei por aí!"... fico imaginando como se sente um norte-americano que vê suas cidades como paisagem o tempo todo nos mais diferentes filmes...

Bom, a história de Mano é a história de qualquer um que tenha passado pela adolescência: pressão pela descoberta do sexo oposto, em descobrir que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa não existem, encontrar o grupo em que o indivíduo se encaixa... enfim, um prólogo pro resto da vida, só um tiquinho mais traumatizante, afinal, falta rodagem pra encarar tudo isso.

Ressalto a escolha dos atores - fora o fraquinho filho do Fabio Jr, que está ali pra chamar a turminha que assiste Malhação - poucos são os que são do mainstream global. Os protagonistas então? Narigudos, com espinhas... nenhum dentro dos padrões que a Toda Poderosa usa na noveletcha sem vergonha das cinco da tarde. Parabéns aos produtores, já são melhores que os papagaios que contrataram Chris Evans pra atuar como Capitão América...

Os elementos narrativos foram bem utilizados (Carol", a personagem da atriz Gabriela Rocha serve de ponte entre o espectador e o roteiro - sem te tratar feito idiota) e se minha memória não estiver me traindo o ambiente selvagem da escola foi recriado à risca. Os babacas, os amigos traíras, os amigos de verdade, as festinhas de quinze anos "memoráveis" e todos os eventos que formam nosso caráter estão lá... destaque para o irmão mais velho xarope e a cumplicidade que só o sangue pode proporcionar, a mãe e o pai perdidos nesse mundo doido de internet, psicólogos e otimização da educação dos filhos (essa eu inventei agora).

Por fim, é um filme nacional que conta uma história sem tragédia - aliás, tem tragédia sim - e sem mostrar única e exclusivamente os nossos problemas sociais, que existem e ninguém nega que estão no nosso cotidiano. Mesmo com isso, este não é o grande mérito do filme. Acho que o grande tchams da película é contar uma história que faz valer a pena o abusivo preço do ingresso, que faz valer a pena sair de casa e ir ao cinema - coisa que tem muito filme que promete fazer mas não paga nem a passagem do metrô...

Dou nota? Melhor não começar com isso né? hahahaha...

Saravá!

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Fica Dica: Be Kind, Rewind

Você distinto leitor, dileta leitora... nasceu na década de 80? Então com certeza se lembra de Robocop, Os Caça-Fantasmas e outros clássicos da época, certo?
All right!
Continuando o Hat Trick de filmes que assisti no final de semana passado, dessa vez tecerei comentários sobre o impagável "Rebobine por favor".
Se você, leitor juveninha não conhece o verbo "rebobinar" é porque ele não faz o menor sentido nos dias de hoje! Quando éramos jovens, não existia essa birosca redonda com furo no meio chamada "CD". DVD então, vixe...
Na época o grande barato para curtir um filmão era o famoso VHS - Video Home System (caraca, explicar o que era isso é mais difícil do que parece).
Para simplificar, trata-se do antecessor do DVD. E aquilo era um saco! O aparelho que se utilizava era pior ainda (as palavras "cabeçote" e "rebobinar" fazem algum sentido pra você? Não? Sorte a sua!), itens que viviam quebrando, sujando e enchendo o saco de quem queria assistir um filminho em casa.
Bom, o filme (com Jack Black e Mos Def) conta a história de uma locadora que fica na cidade de Pasaic/EUA. Com o advento da mídia digital, o lugar vai ficando jogado às moscas - além de não terem DVDs em seu catálogo, os caras ainda não tinham trocentas cópias do mesmo filme - falha compensada pela variedade de títulos.
Após um acidente, a personagem de Black desmagnetiza todas as fitas da locadora e como o dono estava fora, o substituto dele entra em parafuso! Quando a única cliente da loja exige que o filme dela esteja disponível, ele tem a grande sacada: já que ela não conhece o filme, eles fazem uma versão caseira do mesmo (Ghostbusters, no caso).
As atuações da trupe são de rachar de rir (alguém imagina outro ator tão maluco quanto Black para um papel em que ele tem que refilmer clássicos do cinema? Putz!).
Só que o negócio sai do controle ao passo que eles vão "suecando" (verbo utilizado para a prática de montar versões próprias de filmes) as fitas, até que eles começam a fazer filmes personalizados. O roteiro é muito legal e presta uma grande homenagem àquela época, onde era preciso fazer reserva (!!!) de filmes que você queria assistir.
A turma se vira como pode para recriar todo tipo de filme e o mais legal é ver como eles utilizam a criatividade para recriar os efeitos especiais - sim, eles fazem até os efeitos! Que mané Weta Digital o que...
Este foi um dos filmes mais DIVERTIDOS que vi nos últimos tempos. Talvez um pouco pelo saudosismo, mas principalmente porque para quem curte muito a sétima arte, ver que podemos ter filmes tão bacanas nos divertindo é um prazer raro nos dias de hoje. Fica a dica para você, fiel admirador do cinema!

Saravá!

*************************************************

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Fica Dica: Hat Trick!


Com calma nessa segunda, que ainda é segunda-feira (e o DB achou o teclado em PT-BR no w7! Yeah babe!).

Fase cinéfila gerando trocentos posts, vai ter distribuidora por aí querendo me pagar publicidade no blog (Tá, e eu sou o Santa Claus. Baixa a bola, DB...).
Enfim, vamos ao que interessa que a lista tá grande!

Vou começar pelo fim, com o filme cabeça da vez. Peguei três filmes na sexta-feira e assisti todos numa batelada só, num domingo à tarde.
Terminei a bateria com "Apenas uma Vez" (Once), filme irlandês de baixo orçamento. Pra quem gosta de música, um prato cheio, já que na prática é um musical - mas sem as cenas "vergonha alheia" tal qual Chicago e coisas do tipo.
Um fiapo de roteiro conta a história de um cara (propositalmente sem nome) que conserta aspiradores e toca nas ruas de Dublin, pra ganhar mais algum. Numa dessas noites, enquanto ele canta uma de suas composições (já que durante o dia ele não o faz pois as pessoas "pagam para ouvir o que conhecem"), ele conhece uma menina (também sem nome) que veio da República Tcheca e que vende flores pra ganhar a vida e toca piano nos intervalos (numa loja de instrument
Voilá, já temos instalado o nosso romance! A beleza do filme está na construção do relacionamento dos dois, que vão conhecendo as respectivas histórias e construindo a própria através do processo criativo. As cenas são muito bonitas (as imagens de Dublins são sensacionais), e a fotografia é típica do gênero "Sou pobre mas sou limpinho".
A história é sustentada no romance dos dois, e em como a inspiração na vida pode aparecer do nada e mudar completamente o que e quem somos.
Vale a pena assistir e pra quem quiser, comprar o filme - eu mesmo já garanti o meu, aqui (precinho camarada).
Filme vencedor do Oscar de Melhor Canção Original, se você conseguir achar o CD, vale a pena (mas custa R$70,00 na Livraria Cultura). Ainda não tentei, mas descobri (uaaau, como sou esperto!) que na Amazon.com é possível comprar as mp3. Não sei isso serve para nós, índios do terceiro mundo... mas azar dos estúdios, se eu não conseguir comprar uso o jeitinho interneteiro pra conseguir...

Mais tarde, as palavras sobre "Be kind, Rewind" e "Reign Over Me".

Saravá!
************************************



sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Fica Dica: Vanilla Sky

Ja aviso que o DB esta testando o Windows 7 em ingles, portanto o texto nao tera acentuacao... sorry pessoal!

Enfim, apos sabe-se la quanto tempo, o DB resolveu dar um pulo na videolocadora. Nao me lembro qual foi a ultima vez que pensei: "Quero assistir um filme. Vou na locadora ver o que tem por la!".
Sai do escritorio e vi que a cidade estava intransitavel. Nao tinha condicoes de pegar onibus, todos cheios e parados por causa dos farois (ok, semaforos) em amarelo piscante.
Liguei o botaozinho magico do "que se lasque" e resolvi ir a pe para casa.
Fui ouvindo minha musica, curtindo a tarde sem chuva (ja eram oito da noite) e quando passei perto da locadora, comecou a tocar "Have you Forgotten", uma das musicas da trilha sonora do "Vanilla Sky". Catapimba! Na mesma hora, entrei na loja e aluguei o tal filme, que sempre quis assistir mas nunca tinha feito-o.

Filmaco!

Trata-se da refilmagem de um outro filme espanhol, o "Abre los Ojos" (1997).
Aqui nao vou me ater a parte estetica do filme, tampouco a tecnica - ja que nao domino nem um e nem outro, basta dizer que ambas servem bem o proposito do filme: contar uma historia bacana e que te faca ligar os pontinhos.
Pra quem presta atencao e ja sabe o que esperar do filme, e bastante divertido ir fazendo as conexoes entre as pistas. Eu ja sabia que o filme nao era "linear", mas nao fazia a menor ideia aonde ele iria chegar.
"Vanilla Sky" conta a historia do "preiboi" David Aames, herdeiro de um "conglomerado de comunicacao" norte americano. Para ele "a vida ate parece uma festa", portanto (apesar de o filme nao ser claro sobre sua competencia) ninguem o leva a serio.
Numa festa em sua casa, ele conhece Sofia, a encantadora estranha que seu amigo conhecera naquela tarde. Obviamente eles se "apaixonam" (no limite que a historia impoe para tal) e um acidente causado por uma "peguete" ciumenta interrompe o filme - mas e ai que a historia comeca!!!
A exploracao do passado do personagem e bastante infima no comeco, ja que ao longo do filme a historia dele vai sendo revelada, nos fazendo entender o que rola na cabeca do figura.
Como todos os filmes do genero, nem tudo o que aparece na tela e real - e ai entra o que falei de ir ligando os pontinhos. Trata-se de um drama psicologico, ou thriller dramatico, como voce preferir.
Pra plateia que busca o cinemao pipoca, este e o tipo do filme que eu nao recomendo. Precisa prestar atencao nos detalhes, fazer ligacoes e o final e tipico deste tipo de filme. Alias, o final e bastante emblematico e a cena tem uma beleza peculiar, principalmente o tal de "Ceu de baunilha" que da nome ao filme.
Como o filme e antigo, tem as teteias Cameron Diaz (numa performance excelente) e Penelope Cruz (que repete o papel de Sofia, tal qual no original espanhol), pra quem quer dar uma viajada na maionese numa sexta em que ninguem ta muito a fim de baladar, fica a dica!

Sarava!!

PS: obrigado a minha amiga do lado de fora, que deu a dica pro marcador. Valeu Pate!!

*****************************


"Vanilla Sky" Trailer
Enviado por Garglouik. - Buscar outros videos de Musica.