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sábado, outubro 24, 2009

Lá e de volta outra vez

Sei que é um pecado usar esse titulo para um simplório post aqui do nosso botequinho. Mas acho que Tolkien não ficará chateado, afinal, o título cai como uma luva para o livro escrito por Bilbo e também para o post que estou fazendo.
O DB volta de férias (alegria de pobre dura pouco: 20 dias, pra falar a real) e de uma semaninha que foi "qualquer coisa bicho!", como diria um broder meu.
Hoje, considerando o avançado da hora, um post com teor mais... filosófico. Chato? Talvez! Mas tá quentinho e não vai te custar muito ler esse texto.
Enfim, estive curtindo minha última semana de férias na Ilha Grande, um tequinho de mata atlântica no litoral do Rio de Janeiro. Lugarzinho maravilhoso, e por ser fora de temporada, com um precinho que cabe no bolso do pé-rapado aqui.
Foram cinco dias em tempo integral com a brotherzinha, papos valiosíssimos e silêncios mais valiosos ainda. Afinal, que há de mais importante na amizade que a cumplicidade proporcionada pelo silêncio?
Como eu comentei com minha brotherzinha parceira de aventuras, toda viagem mexe com a gente. Pro bem, pro mal, nunca se sabe. Só se sabe que toda e qualquer experiência que temos forma alguma coisa diferente dentro das nossas cacholas. Nunca tinha parado para perceber o quanto isso é valioso. É mais do que uma oxigenada no cérebro (loiras, não se animem, falo no sentido figurado). É uma sementinha que fica ali, ocupando um espaço que antes estava vazio, ávida por um pouco de sol e de água. Fazê-la crescer depende da gente e no que queremos que essa sementinha se transforme - se é que queremos que ela se transforme em algo.
Nunca tinha olhado para essa mudança sob esta ótica. Normalmente, voltamos de retiros um pouco mais resignados, mais confiantes. E quando acontece o contrário? Fica a necessidade de um novo retiro, com mais urgência, com mais tempo... ou não. Acho que dessa vez entendi que de um tempo que damos para nós mesmo, nem sempre a decisão é o que mais precisamos, mas de novas dúvidas para que no nosso dia a dia (este sim, poderosíssimo) possamos encontrar novas afirmações.

Saravá!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Rider on the storm

Bem amigos do escambau, aqui estamos nós!
Blogando pela última vez pelos próximos vinte dias. Se surgir algo muito relevante, talvez eu passe por aqui antes disso...
Estou tirando os meus 20 dias sabáticos, onde tudo que preciso é de paz de espiríto - e quem não precisa?
São dias como os próximos 20 que passamos o tempo todo buscando: tempo para dormir, curtir um cinema à tarde, em plena segunda-feira, com a camisa do Parmera em plena Av. Paulista, comemorando a vitória em cima do Santos... as pequenas-grandes coisas da vida.
Vou tirar várias fotos, matar a saudade da objetiva e zoom da câmera, largada às traças neste 2009 corrido, relâmpago - e verde.
Esses são os dias para encapar os fios, fazer a manutenção, pra colocar a plaquinha "Oops! No donut for you!". Dias que evitam alguns dias em cárcere privado... porque haja paciência pra viver em São Paulo. Um dia de fúria? Do jeito que a coisa vai, vou precisar é de uma semana de fúria... hehehe.
Mais uma foto e título dramático, reconheço - mas não é essa a verdade? Essa coisa de cavaleiro solitário, de vaqueiro errante, paulistano xarope, caixeiro viajante. Quem de nós não tem vontade de colocar a mochila nas costas e sair por aí de bermuda, mandando o mundo às favas (mas torcendo pra ele estar ali, do jeitinho que o deixamos ao sair).
Infelizmente (ou não) nem sempre o que planejamos sai como originalmente deveria. De qualquer forma o que vale de verdade é o tempo que vai correr (e muito) e deixar correr. É hora de se jogar de cabeça, sem medo de rachar a testa. Se rachar, gelo e alongamento que tá tudo certo hehehehehe...
Volto em 20 dias e se tudo der certo, com novidades por aqui (que anda largado demais pro meu gosto).
Não posso prometer nada. O que prometo, é o que deixo. E eu não deixo nada...

Saravá!

quarta-feira, agosto 15, 2007

Luto - Luis Roberto

Porque na vida as pessoas se vão. Espiritual ou fisicamente, as pessoas se vão.
Nos deixam rastros, memórias de tempos que passaram. Mas deixam dor, angústia e, em muitos casos, desamparo.
Como prever que aquele aperto de mão, ontem à noite, na porta da faculdade era o último? Porque, a 4 meses do dia mais libertador dos últimos 4 anos?
Que selvageria é essa que tira as pessoas das nossas vidas, sem termos chances de nos defender? Oras...
Os minutos que passam, passam sem dó. Sem piedade do que ficou. O nosso tempo não aumenta, mas diminui. Uns tem um tempo extra. Outros, o tempo é mais longo. Não importa. Não agora. Não quando se tem dor. Quando se quer reagir... mas... como? Contra o quê? Contra quem? Porque?
Chega a ser piegas afirmar que devemos aproveitar o nosso curto da melhor forma possível. Porque de tão curto que esse tempo é e de tão imprevisíveis que são os acontecimentos, por vezes, um piscar de olhos é fulminante, decisivo. Pode ser o último.
Que cada abraço seja o último. Que as palavras que ficam possam ser as de conforto, as de esperança. As palavras em alto tom, destrutivas, que essas possam se apagar na ampola que insiste em correr.

Valeu ‘WO’, ‘psit’, ‘canela grossa’... Vá em paz Luis.