terça-feira, novembro 24, 2009

Acabou?

"Cacetada!" - Que dia! Ainda bem que tá quase acabando... quase mesmo, é banho e cama. Um dia pesado, apesar de rápido e passageiro. Dia que começou mais cedo do que deveria, e isso em todos os sentidos (e, urgh, estômago tá doendo bagarai) e tá terminando mais tarde e bem mais pesado do que deveria.

As coisas às vezes estão acontecendo na nossa cara, e nem que elas se esfolem no seu nariz, você será capaz de perceber que elas estão ali. O bicho humano é tão burro e cego que mesmo sentindo o prego na sola do pé, é capaz de jurar que não tem nada ali. E isso serve pra tudo nessa vida. Essa vida, louca vida, vida doida, que alguns acham que é um mistério profundo, pra outros, nada mais é do que um grande enigma, onde as pistas para a solução estão todas no dia-a-dia, e cabe ao detetive decifrá-las. Oras pequeno gafanhoto, nem um nem o outro está certo.
Porque por baixo de toda a nossa teimosia, temos uma camada de inteligência que desenvolvemos. Ao longo da nossa evolução, aprendemos a interpretar os sinais da natureza - que normalmente, não são tão óbvios e mal me lembro de quando e como são tão exatos a ponto de serem estatisticamente corretos. Tal qual a natureza em si, somos bichos ao mesmo tempo previsíveis e imprevisíveis, todo e nenhum, preto, branco e cinza.
Nas faixas, nas camadas, nas entrelinhas dos fatos, dos sinais e do cotidiano, estão as nossas diretrizes de vida, de perspectiva de vivência e experiência. Às vezes está no meio-termo entre coisa e outra - algo sutil. Às vezes está nos extremos, nos limiares (ou, como o dramático DB gosta de dizer, nos limites).
Dias como o que tive hoje mostram e provam que não há como sobreviver apenas de limites (e isso e nisso estão os sinais, as dicas que o detetive aqui vinha perdendo), mas é preciso enxergar o limite, além do limite - e oras vejam, o que está também ANTES desse tal limite.
Pois tem dias que até Dr. House erra, que mesmo o mais sutil e perspicaz dos observadores perde um detalhe, um lance desse longa metragem meio sacal e ao mesmo tempo, fascinante. Não é só o fator surpresa que nos faz humanos, tampouco o fator extremo que nos faz racionais. A mistura disso é que nos torna capazes de viver e conviver, de decidir e hesitar. Tudo afinal, está e não está entre o "sim", o "não" e o "talvez" (se vira com o "talvez" amigão!).

Saravá!

*****

Tudo isso (ou nem tudo isso), dedico aos amigos (blablabla, deixa eu adoçar isso aqui) de verdade, que nos mostram que nem sempre há certo, errado e mais ou menos. À vocês, dedico, agradeço e xingo! Viva!




quinta-feira, novembro 19, 2009

O que me importa?

Deixo as palavras de lado. Nos momentos de tristeza, de amargura, de solidão, que a emoção fale pela gente. Pouco importa o que virá até janeiro de 2010, o fato é que o coração pesa. Mas passa. É dor de amor, de paixão juvenil. Todo mundo sabe o é que isso, com raras exceções. Quem não amou, não merece ser amado. Eu te amo Sociedade Esportiva Palmeiras...






O amor é verde
branca a razão
eu plantei palmeiras
no coração

Para a natureza
se eternizar
hasteou palmeiras
em seu altar

Esse amor imenso
flor da emoção
um jardim suspenso
pela paixão

Todo dia
eu sou campeão
palmeiras, palmeiras...

Saravá...

terça-feira, novembro 17, 2009

Rugas

Mais um ano na caderneta e quando pisquei, pimba! Outro aniversário.
É interessante esse negócio de ficar velho. Quanto menos se quer, mais se fica. Lembro-me dos aniversários na infância, mesmo na fase mais difícil. Esperava chegar o dia que todo mundo vinha cumprimentar quando chegava na escola. Aquela montoeira de calças azuis e camisetas brancas vinham, abraçavam, beijavam. Depois, de noite, todo mundo ligava, só pra marcar presença. Lembro que eu tinha duas amigas que sempre mandavam cartões no aniversário, era quase uma tradição.
Com o passar dos anos, foi ficando tudo mais difícil, complicado. Aí, uma hora, a gente desencana de comemorar, afinal, nunca dá pra juntar todo mundo... e se não é com todo mundo, não tem graça. E depois, tudo começa a mudar porque o todo mundo já não o mesmo todo mundo - e como diz uma querida pessoa, "todo mundo é muita gente".
Sei lá o que pensar dos aniversários. Eles tem um "quê" de melancolia, de contagem regressiva. O contrapeso, no irônico final, é o apagar das velinhas...

Saravá!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Vergonha

Eu tenho vergonha na cara. Isso vem da base, do berço. Eu tenho vergonha quando meu time não faz o que devia fazer. Eu assumo isso. Porque aí está a grandeza de espiríto: reconhecer o erro. É diferente de pedir desculpa. Isso é fácil. O difícil é encarar a vida, o maledetto dia-a-dia depois de cometer um erro tão grotesco (ou nem tão grotesco assim). Erramos por vários motivos, o tempo todo. Alguns erram por serem passionais demais, outros por serem mais frios. O fato é que todos erramos, nos envergonhamos. Mas mais importante que qualquer coisa, é manter seus valores.
No caso da Sociedade Esportiva Palmeiras, é vergonhoso perder uma taça do jeito que aconteceu. Não me importa se o técnico não tem competência, se os jogadores entregaram. O fato é que eu tenho vergonha quando meu time não faz o que deveria. Não joga bola. Mas eu tenho MAIS vergonha ainda de quando ele ganha por erros do juiz. Não foi o caso de ontem, que empatamos numa trapalhada do juiz. O gol foi legal. Eu me envergonho é de ter deixado o lanterna do campeonato abrir dois gols de vantagem. Mesmo assim, se perdessemos, seria na bola, a Minerva do futebol, a que não perdoa.
Agora, um recado à escória do Jardim Leonor: vocês são pequenos. Porque não importa o que vocês ganhem, há muito mais para se conquistar do que as taças. Há o respeito mútuo, há a história, a honra e os valores que regem tudo isso. Não se pode ser grande tripudiando do pequeno. Roubando o pequeno. Ou o grande. Uma história manchada sempre será uma história manchada. Quem corre do campo por medo de perder, não merece ser chamado de "grande". Porque o grande de verdade tem vergonha na cara. Apanha, cai, se arrebenta todo. Mas levanta, e de cara limpa. Ele não nega os erros que comete. Ele não cospe na cara, nem dos seus inimigos nem dos seus rivais. A nobreza é nele reconhecida como a nobreza dos grandes reis, daqueles que têm sangue honrado nas veiras. Sangue de quem sua a camisa no dia-a-dia.

Saravá.

terça-feira, novembro 10, 2009

Recado...

... para a PM, que faz batida policial no horário de pico, *udendo com a já *odida vida do paulistano:



Titãs - Polícia

Me diz, pra quê batida em pleno horário de pico numa via de acesso?!

Saravá!

sexta-feira, novembro 06, 2009

Múmias no armário

Dirigente do São Paulo vê favorecimento a Flamengo e Palmeiras na reta final


Marco Aurélio Dunha Cunha reclama de defesas de pênalti do goleiro Bruno e acusa árbitro que não expulsou Danilo no clássico com o Corinthians Fernando Poffo

São Paulo
O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, avalia que o clube vem sendo prejudicado pelos árbitros nesta reta final de Campeonato Brasileiro. O dirigente lembrou a derrota para o Flamengo (2 a 1) e o empate com o Grêmio (1 a 1) para reclamar dos critérios dos juízes nas últimas rodadas. Marco Aurélio ironizou os pênaltis defendidos por Bruno contra Botafogo e Santos e o carrinho de Danilo em Jorge Henrique no clássico entre Palmeiras e Corinthians.

A reclamação de Marco Aurélio Cunha surge no momento em que o São Paulo corre o risco de perder jogadores em julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) - Borges, Dagoberto e Jean foram expulsos contra o Grêmio e serão denunciados pelo procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt. Apesar do protesto, Cunha acredita que os três serão absolvidos e cumprirão apenas a suspensão automática.

- O procurador está no papel dele, mas o que vale mesmo é o julgamento. A expulsão já é a punição. Foram lances de jogo e acho que o Jean nem merecia o primeiro amarelo. Já o lance do Borges é interpretativo e a própria imagem o absolve - analisou o dirigente.

***

Eu já vi nego safado, cara-de-pau e mau-caráter nessa vida. Trabalho com eles, convivo com eles. Mas igual à esse Anão de Jardim fidumafiga, nunca vi não. Quer dizer que sentar o sarrafo na jaca dos outros é "interpretativo"? Só se for na biboca que mora esse lixo! Aliás, ele saiu de que tumba? Esse pitbitoca não punha o rostinho fófis e cheio de blush dele pra fora fazia tempo. Agora aparece só pra tentar atrapalhar a campanha da italianada né?
Dizer que o Palmeiras é beneficiado pela arbitragem é de um mau-caratismo que poucos tem. Acho que só o Mustafá poderia dizer isso de cara lavada que nem esse bostinha... a arbitragem tem errado a favor e contra todos os times no BR 09. Mas e o afastamento do goleiro titular do Barueri e do artilheiro da equipe justamente no jogo contra o clientão SPFW?
Ele esquece que o time dele, ora vejam, conquistou meia dúzia de pontos com jogadores impedidos. Fora as entradas criminosas em jogadores adversários e nenhuma visita ao STJD (o Bugu dos brasileirões). Então, sr. Dunha, lave bem sua bocarra escrota antes de falar da Sociedade Esportiva Palmeiras... seu bosta!

Saravá!

Sua história, sua marca

Todo mundo nasce, cresce, se reproduz e morre. Até aí, nada de novo, nada de interessante (ou pelo menos, nada de diferente do que você aprendeu na primeira série, com a mestra Dorinha). O que vale observar, no entanto, é o período "do meio": o período do crescer a morrer. Esse é o tempo que lhe foi dado para construir sua história, deixar seu teco de contribuição pra este lugarzinho redondo, enorme e cinza azul. E nesse meio tempo você vai ter que se virar pra entender, aprender a se comunicar (em, pelo menos, duas línguas diferentes), entender como funciona a caixinha mágica que faz barulho e aquele treco esquisito que quando abre, acende a luz e sai comida.
Dá pra comparar esse tempo à uma construção, sei lá, Inca, Maia, ou coisa que o valha. Eu ia falar "uma casa", mas uma casa não dura mais que alguns anos, então, como sua vida é sempre algo grandioso, vamos comparar com... Machu Picchu! Pronto.
Já imaginou você lá, colocando tijolinho por tijolinho pra construir um treco daquele tamanho? Se é que algum tiozinho viveu pra ver aquilo ser erguido dos pés à cabeça, dá pra comparar com o nosso tempo-período entre crescer e bater as botas.
Eu às vezes gostaria de me filmar 24 horas por dia. Só pra acompanhar, de perto, o meu crescimento, a construção da minha Macho Picchu. E aí, quando bater as botas, alguém vai poder dizer: "Caraca, que é aquela pilha de latinhas largada ali no meio da sala??"

Saravá...

terça-feira, outubro 27, 2009

Uma janela pelo amor de Deus...


20 dias fora do escritório. Vou repetir: 20 dias fora do escritório.
E eu achando que, ao voltar, o que faria falta era acordar tarde, comer em casa e ver tv. Que nada! Falta faz uma janela e chinelo no pé... se assim fosse, nem reclamava da agenda lotada (em apenas dois dias)...
A propósito: já é sexta-feira?

Saravá!

sábado, outubro 24, 2009

Lá e de volta outra vez

Sei que é um pecado usar esse titulo para um simplório post aqui do nosso botequinho. Mas acho que Tolkien não ficará chateado, afinal, o título cai como uma luva para o livro escrito por Bilbo e também para o post que estou fazendo.
O DB volta de férias (alegria de pobre dura pouco: 20 dias, pra falar a real) e de uma semaninha que foi "qualquer coisa bicho!", como diria um broder meu.
Hoje, considerando o avançado da hora, um post com teor mais... filosófico. Chato? Talvez! Mas tá quentinho e não vai te custar muito ler esse texto.
Enfim, estive curtindo minha última semana de férias na Ilha Grande, um tequinho de mata atlântica no litoral do Rio de Janeiro. Lugarzinho maravilhoso, e por ser fora de temporada, com um precinho que cabe no bolso do pé-rapado aqui.
Foram cinco dias em tempo integral com a brotherzinha, papos valiosíssimos e silêncios mais valiosos ainda. Afinal, que há de mais importante na amizade que a cumplicidade proporcionada pelo silêncio?
Como eu comentei com minha brotherzinha parceira de aventuras, toda viagem mexe com a gente. Pro bem, pro mal, nunca se sabe. Só se sabe que toda e qualquer experiência que temos forma alguma coisa diferente dentro das nossas cacholas. Nunca tinha parado para perceber o quanto isso é valioso. É mais do que uma oxigenada no cérebro (loiras, não se animem, falo no sentido figurado). É uma sementinha que fica ali, ocupando um espaço que antes estava vazio, ávida por um pouco de sol e de água. Fazê-la crescer depende da gente e no que queremos que essa sementinha se transforme - se é que queremos que ela se transforme em algo.
Nunca tinha olhado para essa mudança sob esta ótica. Normalmente, voltamos de retiros um pouco mais resignados, mais confiantes. E quando acontece o contrário? Fica a necessidade de um novo retiro, com mais urgência, com mais tempo... ou não. Acho que dessa vez entendi que de um tempo que damos para nós mesmo, nem sempre a decisão é o que mais precisamos, mas de novas dúvidas para que no nosso dia a dia (este sim, poderosíssimo) possamos encontrar novas afirmações.

Saravá!

domingo, outubro 18, 2009

Madrugada do Inferno!

Site da Claro não funciona. Americanas.com, também não funciona. Acabo de descobrir que as minhas passagens, das sonhadas férias, foram canceladas. Comprar outra? Só com a senha do cartão de crédito, que nunca chegou.
É de cair o cu da bunda, vou te contar viu... que praga!

sexta-feira, outubro 16, 2009

Sobre esqueletos (não é a magrela da vizinha!)


Todo mundo gosta de um ditado. Em qualquer situação, sempre temos um na ponta da língua, né não? Úteis em diversas situações, por piores que pareçam, há sempre um ditinho popular que cabe ali como uma luva.
Tem também aquelas gírias que podemos usar. Tipo "rabo preso". Che cazzo que é rabo preso? Daonde vem essa expressão? Se você, dileto leitor, souber, poste nos comments.
Ou então aquela expressão muito utilizada no nosso país, a do "Pagando Pau". Que coisa de bambi! Será que vem de quando pagávamos espelhos com Pau-Brasil? (Sim, eu estou de péssimo humor. Nossa... melhor parar de tentar fazer piadas).
Hoje eu descobri porque existe uma expressão, a dos esqueletos no armário. Não descobri daonde vem não. Mas descobri que se há um esqueleto no armário, o melhor a fazer é deixa-lo por ali... senão, ele pode puxar seu pé...
Saravá!

Sobre gerações

Faz tempo que o DB não posta nada diferente aqui. Vamos ver se consigo manter alguma regularidade...
Enfim, hoje fui tomar café e resolvi comprar o JT, coisa que não fazia desde que saí de férias.
O legal de comprar jornal de quinta-feira é que vem o caderno "Link", que obviamente, trata de tecnologia. A matéria de hoje, intitulada "A geração que desenha nosso futuro" trata sobre a forma como a Internet vem mudando o perfil da sociedade, principalmente daqueles que nasceram a partir da década de 80. Para esta geração, o uso do computador é tão parte do cotidiano quanto escovar os dentes ou assistir algum programa de televisão (bom, esta até está migrando para o PC...).
O uso do computador para trabalhar, estudar - e aqui está a grande guinada da telinha, para se relacionar - está mudando as características e conceitos que nossos pais nos ensinaram. Noções como perto e longe mudaram - um amigo que vai passar seis meses na Europa deixa saudades, mas não deixa de mandar notícias (em tempo real). Um garoto que mora no interior de Goiás pode se interessar por uma gauchinha de Pelotas - e pode bater um papo com ela via MSN. Em blogs (epa!) as discussões foram 100% democratizadas: todo mundo dá sua opinião (e o pobre do teclado aceita tudo...) e pequenos grupos vão se formando, pequenas comunidades.
A internet possibilita a todo cidadão o acesso à informação, à opinião (e à formação dela). O governo de SP está dando um passo a mais e, de acordo com o twitter do governador José Serra, foi assinada uma lei para redução do ICMS do serviço de banda larga - possibilitando ao cidadão de baixa renda pagar pelo serviço. O governo federal, através do programa "Computador para Todos" incentiva a aquisição desta mágica maquininha de produção do conhecimento e interação com o resto do mundo.
Com todas essas ferramentas para aquisição de conhecimento e de interação com o mundo, fica a pergunta: estamos preparados para uma sociedade integrada? Estamos caminhando para isso?
A matéria do JT entrevista dois estudiosos no assunto. Um defende que sim, que essa geração que está vindo já vem com essa estrutura formada, pois esse é o mundo que ela vive, esse é o dia a dia dela. O outro afirma que não, e que essa turminha está deixando de se preparar como deveria, dado que a necessidade de busca de conhecimento e obtenção dele através da internet é fragmentada, ou seja, não linear.
São pontos de vista claramente opostos, cada qual com argumentos válidos. O DB é um entusiasta da internet e de tudo o que ela pode proporcionar. Para a galerinha que está chegando, o mais importante é mostrar à eles o caminho a ser percorrido. Isso, podem apostar: não mudou. A participação dos pais e dos professores ainda é fundamental para que a galerinha não deixe de desenvolver seu senso crítico e para que possam enxergar as oportunidades que eles têm. Afinal, é na mão deles (nas nossas, vá lá) que está o futuro da nossa sociedade (e esperamos que ela seja um pouquinho melhor do que a que estamos deixando para eles).

Ufa, texto longo! Sorry!

Saravá!


terça-feira, outubro 13, 2009

Enquanto houver sol

Comecei com a letra meio piegas do Titãs pra mostrar que estou otimista. Tava fuçando no arquivo do blog e achei um post onde a galera comentava sobre mudanças (aliás, lá uso uma música do Ozzy).
Acho que naquela época comecei a enxergar a mudança de uma forma diferente. E hoje percebo que aqueles dias mudaram muito a visão de mundo que eu tenho hoje.
No entanto, mais ou menos realista, acho que nunca deixei de ser otimista (epa, rimou!).
O otimismo faz parte do bicho homem, acho que é uma coisa assim, meio instintiva. Serve pra te manter de pé, mesmo com o Parmera apanhando feito catadão da várzea do carmo, mesmo com o móvel da tv com a porta pendurada. O otimismo, penso eu, é como fome, higiene, descanso: parte de você e não há nada que se possa fazer sobre isso, pois é por causa dele que você acorda mesmo depois de quinze horas de sono...

Saravá!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Rider on the storm

Bem amigos do escambau, aqui estamos nós!
Blogando pela última vez pelos próximos vinte dias. Se surgir algo muito relevante, talvez eu passe por aqui antes disso...
Estou tirando os meus 20 dias sabáticos, onde tudo que preciso é de paz de espiríto - e quem não precisa?
São dias como os próximos 20 que passamos o tempo todo buscando: tempo para dormir, curtir um cinema à tarde, em plena segunda-feira, com a camisa do Parmera em plena Av. Paulista, comemorando a vitória em cima do Santos... as pequenas-grandes coisas da vida.
Vou tirar várias fotos, matar a saudade da objetiva e zoom da câmera, largada às traças neste 2009 corrido, relâmpago - e verde.
Esses são os dias para encapar os fios, fazer a manutenção, pra colocar a plaquinha "Oops! No donut for you!". Dias que evitam alguns dias em cárcere privado... porque haja paciência pra viver em São Paulo. Um dia de fúria? Do jeito que a coisa vai, vou precisar é de uma semana de fúria... hehehe.
Mais uma foto e título dramático, reconheço - mas não é essa a verdade? Essa coisa de cavaleiro solitário, de vaqueiro errante, paulistano xarope, caixeiro viajante. Quem de nós não tem vontade de colocar a mochila nas costas e sair por aí de bermuda, mandando o mundo às favas (mas torcendo pra ele estar ali, do jeitinho que o deixamos ao sair).
Infelizmente (ou não) nem sempre o que planejamos sai como originalmente deveria. De qualquer forma o que vale de verdade é o tempo que vai correr (e muito) e deixar correr. É hora de se jogar de cabeça, sem medo de rachar a testa. Se rachar, gelo e alongamento que tá tudo certo hehehehehe...
Volto em 20 dias e se tudo der certo, com novidades por aqui (que anda largado demais pro meu gosto).
Não posso prometer nada. O que prometo, é o que deixo. E eu não deixo nada...

Saravá!

sábado, setembro 26, 2009

Ímpeto impetuoso

Ah, o DB adora esses títulos ambíguos, diretamente diretos e redondamente redundantes.
Dá um teor mais... dramático!
Dia ruim. Fase ruim. Férias are welcome...
Em dias ruins, aprendemos coisas boas (mentira!). Nem sempre, claro... aliás, quase nunca. Mas tem vezes, que a lição vem à cavalo (igual ao Bife), trotando na sua frente que é pra ver se aprende.
Descobri hoje que mais do que termos a mente aberta, mais do que expandir limites, precisamos conhecê-los. Testar e romper barreiras nem sempre é a melhor forma de se tornar alguém maior, melhor.

Saravá...

quarta-feira, setembro 16, 2009

Tirando a poeira


Era Janeiro de 2005. Segundo ano de faculdade. Um sábado cheio de risadas, palhaçadas e... planos. Idéias. O blogueiro, então com 20 anos recém completados apóia a idéia de alguém "Vamos pra praia?".
FECHADO! "A gente fica na casa que meu pai tem em peruíbe, só preciso pegar a chave e simbora!".
Combinamos de nos encontrar na frente da casa da Ana, naquela noite, às 22:00. Todo mundo correu pra casa, separou meia dúzia de roupa e aí "bora lá pra Ana!".
Chegamos, arrumamos o porta malas do carro do Eddie (que voltara do conserto durante a semana) e bora pra Imigrantes. Risadas e aperto, afinal, éramos quatro no banco de trás do Marea do Eddie (maldito Marea). Era a primeira viagem com o pessoal da faculdade! Iarrú!! Bom... era mesmo. Passando o primeiro pedágio, a placa indicou "120" e o Eddie pisou. "CLANGUE". Todo mundo se assusta e quando olhamos pra trás, faísca pra tudo que era lado. Encostamos e vimos que o protetor de carter daquela bosta de carro caíra no meio do caminho, levando mais um monte de peças embora. Ficamos ali, num lugar super seguro, de madrugada (KM 13, acho) esperando a porra do taxi.
Acabava o projeto da primeira (e única) viagem da faculdade. A foto (tirada de madrugada, onde não dava pra enxergar nem onde estávamos) é o único registro que temos da maior aventura que organizamos. Um tempo que deixou muita saudade...

Saravá!

Mão-de-obra pré-histórica

Eis o blogueiro de volta! Mesmo com os olhos ardendo, vou blogar.
Esse post nasceu no feriado de Independência, onde acabei tirando uns dias pra sair de São Paulo e dar um pulo numa tranquila cidade do litoral paulista, Guarujá.
Ou seja, do fogo pra frigideira...
Enfim, vamos ao que interessa.
Aproveitando o gancho e o feriado, o blogueiro, cansado da correria do escritório (onde utilizo um computador razoável, uma cadeira confortável e uma mesa ergonomicamente correta para trabalhar), cansado do stress (apesar de ter carteira assinada e assistência médica) e da pressão por resultados (mesmo não tendo que vender o almoço pra pagar o jantar) resolvi pegar a minha mala verde e branca e chispar da capital.
No sábado, mesmo com o tempo nublado, fiquei na praia o dia inteiro, de bobeira, curtindo um mormacinho e tomando água de côco, pensando na vida e em como fazer pra entregar o calhamaço de relatórios mensais até o dia 10... quando um barulho me traz de volta à terra. O barulho, de uma lata sendo amassada começou a me irritar, já que não parava e fui ver qual fedelho estava importunando o meu feriado! "Que saco! Cadê o pai desse bostinha?", pensei eu.
Quando olhei para trás, uma senhora de aparência miserável tinha uma sacola plástica cheia de latinhas de refrigerante e cerveja, todas elas vazias.
Ela estava com uma pedra nas mãos, e cacetava a pedra contra a lata, a fim de "achatar" a latinha e assim, poder coletar mais latinhas pela praia.
Ao meu redor, ninguém reparou (acho eu). Eu, no entanto, fiquei em choque. Quantos anos já não se passaram desde que o homem dominou o fogo e desenvolveu novas ferramentas de trabalho? Aquela imagem ficou gravada na minha cabeça. Uma pessoa, um igual, utilizando-se de uma ferramenta pré histórica. Fiquei ali um tempo, observando a senhorinha amassando as latas e matutando comigo: que sociedade é essa que vivemos? Aquela senhorinha, que devia ter, sei lá... uns sessenta pra setenta anos, amassando latinhas com uma pedra.
Será que ela não merecia, pelo menos, uns dias de descanso feito os meus? Não importa o que a levou até aquele ponto. O que me choca (chocou) foi o fato de ela não ter outra opção além da pedra. A PEDRA! Nem os Flintstones usavam pedras para trabalhar...
É nessa hora que me irrito quando ouço colegas de trabalho reclamando do emprego. Da vida que têm. Queria mostrar pras pessoas que só fazem reclamar do lugar que estão, nunca se esforçando para dar o passo à frente. Ou pro lado, que seja. Falta vontade de ser maior, melhor - ou simplesmente, diferente. Vai ver que aquela senhorinha também só reclamava do emprego, sem ver que era o emprego que ela tanto reclamava, que lhe dava dignidade. Porque não há dignidade maior do que viver com o resultado do seu suor, do seu trabalho.
Isso aquela senhorinha me ensinou...

Saravá!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Hoje tem post??

Tem sim, segurem as pontas ai... (sem acento porque Windows 7 nao tem driver pra teclado ABNT 2 em portugues...)

Sarava!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Eu quero! Eu queroooo!


Você conhece o Blog de Brinquedo?
Não? Então clica no nome do blog e divirta-se!
Tem um post lá (você pode acessá-lo aqui) mostrando uma estátua do SUPER PATETA!
Eu ADORAVA o Super Pateta quando eu era pequeno. As historinhas dele e do Donald eram as minhas prediletas... eu passava semanas de férias me divertindo com caixas cheias de revistinhas da Disney. Sério, eu preferia debulhar as revistinhas a me pendurar em vídeo games ou coisas do tipo. Até hoje coleciono gibis, de todos os tipos e tamanhos... e gostaria muito que meus fihos, afilhados ou irmãozinhos tivessem a oportunidade de ler mais e mais revistinhas. Elas, afinal, formaram meu caráter hehehe...
Há quem diga que os quadrinhos não são uma forma de arte. Bobagem e ignorância de quem o faz. Pode até se tratar de uma forma de arte bastante contamporânea (viva o Aurélio), mas trata-se de uma forma de expressão tão artística quanto o teatro ou a literatura convencional.
Se você não conhece nada sobre quadrinhos, comece com os gibis da Turma da Mônica. Nas bancas, você também encontra os gibis clássicos da Disney.
Quer um teor mais político? Procure pelas obras de Alan Moore (você conhece várias delas, pode ter certeza).
Sem contar as tirinhas de jornal, o berço desta magnífica coisa chamada "quadrinhos".
Enfim, tudo isso pra falar que eu quero uma estátua do Pateta!!!!!!

Viva os Nerds!

Saravá!

Ah, thanks to www.melhoresdomundo.net

Saudade do meu Mestre...



**
Quando eu crescer quero ser que nem o "Seo Silvio"...

Tirei esse desse brogui aqui ó!

Saravá!