quarta-feira, outubro 13, 2010

Perspectiva

Somos nós só indivíduos,
Ou todo mundo é que é muita gente?

Somos nós muito pequenos,
ou o céu que é muito largo?

Somos nós feitos de pó,
Ou o pó é o que seremos?

Quem há de saber?
Há quem vai descobrir.

Saravá,


quarta-feira, setembro 15, 2010

Rodando o Mundo - I

Porque é rodando o mundo que o horizonte fica largo...

Meus Vinte Anos (samba, 1942) - Wilson Batista e Sílvio Caldas
Sílvio Caldas

Nos olhos das mulheres / No espelho do meu quarto
É que eu vejo a minha idade / O retrato na sala
Faz lembrar com saudade / A minha mocidade

A vida para mim tem sido tão ruim / Só desenganos
Ai, eu daria tudo / Para poder voltar
Aos meus vinte anos.

Deixaste minha vida / A sombra colorida
De uma saudade imensa / Deixando-me ficaste
Mostrando-me o contraste / Matando a minha crença

E hoje desiludido / Muito tenho sofrido
Cheio de desenganos / Ai, eu daria tudo
Para poder voltar / Aos meus vinte anos
.


Do excelente Cifra Antiga

segunda-feira, setembro 13, 2010

Laçado

Que a vida é um laço
Cheio de entrelaços, embaraços
Feito novelo de gato,
Em formato redondo, já que segue sem rumo

Cheia de nós a serem desfeitos
e feitos
Nós laçados, meio assim, entrelaçados
À base de braços, laços, abraços

Saravá!

segunda-feira, setembro 06, 2010

Destilando ódio

Vamos falar de polítik??? Sim! Vamos! 2010, ano do anti-cristo solto na rua! Tá loco.
Ano de eleição, hora de escolher o que seremos pelos próximos 4 anos. O que seremos? Rá! Seremos a mesma coisa que somos agora: alguns milhões de seres humanos que carregam no peito o orgulho verde e amarelo, que sabe que não depende de ninguém para conquistar o pão de cada dia.
Não importa qual (tirem as crianças da sala!) filho-da-putaex-militante-anti-milicos vai levar a eleição, ah, para eles o que importa é estar no poder. Não importa extorquir uma classe média seca de recursos e iludir uma classe mais necessitada com pão e circo, desde que o poder esteja nas mãos de 13s ou 45s. Que morra toda essa corja que domina o país, dos que têm o poder da caneta aos que têm o poder do dinheiro sujo, maltrapilho e mal gasto.
Morram, calhordas! Não me venham com jingles imbecis, com impostos indecentes e discursos montados. Que Serras, Dilmas e todos que lhes dão apoio morram de fimose ou coisa que o valha - e que sejam enterrados nas valas e que seus mausoléus sejam preenchidos por aqueles que batalharam a vida inteira e que merecem cortejos fúnebres, porém dignos de suas vidas.
O que se quer nesse país não é um país melhor, mas uma cópia mais pobre e mal feita do que não somos. Não somos a nação do cartão de crédito, do boleto, mas é isso que querem nos tornar. No dia de votar, não há muito o que se fazer, a não ser pensar em quem pode atrapalhar menos a sua vida, seu proletário otário. Somos otários que pagam pedágios que sustentam vagabundos em seus prostíbulos de negócios e negociatas, de vagabundos endinheirados que matam mendigos e queimam indígenas e nada acontece à esses. Somos otários que pagam imposto de renda, suada e febril, para sustentar reformas a custos exorbitantes, para sustentar famílias centenárias que comandam os Maranhões de nosso país.
Que há de chegar o dia em que poderemos adentrar o palácio do planalto e nos orgulhar do brasileiro que está lá, que sabe como fez para estar na cadeira mais importante do país.

Saravá.

Crime e castigo

Hei de cometer um crime contra a poesia, ao passado e à História: vou usar uma estrofe de Vinicius de Moraes. Que o Mestre possa me perdoar pela ousadia...

De repente, não mais que de repente
O que devia ser não era mais
De repente, não mais que de repente
O verso alegre tornou-se triste,
O sussurro próximo ficou distante.
De repente, não mais que de repente
O atalho, tão curto,
Tornou-se estrada longa, solitária
A luz escureceu
E tudo que era, já não é mais.
De repente, não mais que de repente...


Que a vida muda e nem sempre há razão - se é que há razão na vida. Nem sempre precisamos entender dado que a aceitação é também liberdade. É se afastar e aproximar, ah, essa vida, esse mar furioso que tanto traz, mas tanto leva.
Que há de ser de quem busca velejar essa violência de paixões, ondas, momentos, fotos, alegrias, tristezas? Há coragem e fibra suficiente? Há instinto que nos faça atravessar esse pedação de água, vento e desconhecido?
O que, quem e como levar adiante?

Saravá

domingo, agosto 29, 2010

Two in a row

Porque é na calada do amanhecer que as coisas vêm à tona.

"Que a poesia não tem hora pra aparecer,
Que ela pode acompanhar a solidão,
Confortar a tristeza ou partilhar alegria.

Alegria que pode ser cinza,
tristeza em tons pastéis ou solidão ao vivo em cores.

Que qualquer que seja a cor ou o motivo, não importa,
desde que a vida seja sempre cheia de poesia"

"Que seja fugaz a tristeza
Como é fugaz o arder da paixão
Que seja intensa a paixão
Como é profunda a dor da solidão"

domingo, agosto 15, 2010

Como pode

Como que pode sentir saudade do que não foi?
Como que pode olhar no espelho e ver juventude,
mas já sentir falta dos jovens dias de nossas vidas?
Que tempos são os nossos, melancólicos, onde o agora
Não é agora, não é amanhã: é ontem.

domingo, agosto 08, 2010

Não isso, não aquilo

Vem não sei daonde e vai pra qualquer lugar.
Pouco importa, nada mais está aqui.
Não há mais porto, não há seguro que segure,
Já que nada há para ficar.

Deixa vir, deixa cair,
Porque do jeito que veio, vai.
Não tem laço, não tem embaraço,
Não embaça que te deixo.

Pode o que tem, o que não tem, não importa.
Não tem, assim, mesmo tendo.
Não entenda, não se apoquente,
Afinal, tudo que é água, é espelho.

segunda-feira, julho 19, 2010

Avaí 4x2 Palestra

Pobre Felipão, começou mal... bom, o último técnico "de ponta" (só o BLooser pra achar que Muricy Cagalho é técnico pra SE Palmeiras) começou com uma vitória e todos sabemos como terminou... tomara que o Mestre tenho um final (bem) feliz.

No primeiro tempo, um time que jogou direitinho, tirando os espaços do adversário e após uma cobrança venenosa do ex-Grêmio Prudente Marcos Assunção, Gabriel desencantou e abriu o placar da Ressacada.
Com uma defesa esfarelada, composta por Léo e Edinho, o Avaí logo conseguiu o empate, após falha de marcação do sistema defensivo e falha do razoável Deola.
O time não se desesperou e quase desempatou numa jogada de Vitor, que passou pra Lincoln e Kleber, que não é Evair, perdeu (vá lá, o zagueirão do Avaí desviou a pelota). Antes do juizão topetudo apitar o fim da primeira etapa, o Avaí virou e Pará, o lateral que estava de folga, conseguiu ser expulso e foi pra casa curtir o domingo.

O time veio pro segundo tempo com Tadeu (who?) no lugar do saci marcio araújo, a proposta do Felipão era matar o jogo. Penalti anotado a favor da equipe paulista e Kleber superou o trauma palestrino: Avaí 2x2 Palmeiras. Começamos bem! O Palestra seguiu cozinhando o time de Santa Catarina esperando o momento do bote, até que numa cagada de Léo o topetudo marcou penalti a favor do Avai. Deola pegou, mas deu rebote (enquanto todo mundo discutia o tempo ao invés de entrar na área) e o próprio batedor com cara de ajudante de pedreiro tocou pro fundo gol. Era a nova virada do Avaí, que ainda teve tempo de ampliar o placar para 4x2 no desespero do time de verde - saída de bola equivocada, contra-ataque rápido e péssima saída de Deola... enfim, uma tarde desastrosa para a equipe de verde (afinal, o arqui-rival conseguiu vencer mais uma).

O Palmeiras trouxe dois reforços excelentes: Felipão e Kleber. Falta ainda recompor a defesa, trazer jogadores ofensivos (ainda aposto no Lincoln, mas só ele não dará conta) e Tingalacatinga tem que mostrar serviço, mesmo tendo apenas 19 anos.
Não adianta trazer o Valdivia pra rachar o elenco por causa de salários. Enquanto deixamos o Diego Souza ir embora, vamos trazer mais um jogador que custará um bom dinheiro e é um bom reforço, sem dúvida, mas muito, muito caro. Precisamos de ELENCO.

Saravá!

domingo, julho 18, 2010

No escuro

Há situações em que se pisa em ovos (pisa mesmo, não to falando do sentido figurado). Há situações em que o interruptor brilha no escuro. E há situações que o breu é total. Talvez, mas só talvez, seja uma cegueira temporária, como tentar enxergar claramente após aquele flash da máquina fotográfica. Mas talvez, e nem tão talvez assim, a cegueira faz você utilizar os outros sentidos para se orientar onde você não conhece.

Cadê minha lanterna?

Saravá

segunda-feira, julho 12, 2010

Tic Tac

Arroubo de inspiração que vem de não sei onde, no momento menos propício.
A poesia (ha ha ha) sai do jeito que sai.

Ah!
Que o tempo não seja o tempo
De esperar pelo tempo
(Angústia da espera)
do peso de ter de esperar
pelo tempo de te esperar

Saravá! Que tudo muda...

segunda-feira, julho 05, 2010

Bring it on!

A tônica é essa, de encarar de peito aberto o que vier. Whatever comes, I can handle.
Porque a vida é assim, feita de escolhas e consequências. Do "sim" ou do "não", algo vai responder à altura e vai tentar te derrubar. Não deixe. Mostre quem manda no teu caminho, no teu espiríto.
Você é quem comanda teu destino.
Podes conquistar o que quiseres, só não poderá fazê-lo com tudo o que queres.
Escolha, sem olhar pra trás. Olhe sempre para o norte, guiando-se pelo nascer do sol.
Obrigado por me proporcionar escolhas e deixar que eu seja o capitão da minha alma.


Saravá!

domingo, junho 27, 2010

Para Forrest

Corre. Corre, senão o tempo pára, você cansa e as coisas não chegam.
Corre. Que se andar não dá tempo e você se atrasa.
Corre. Não pára. Leve só o que precisa, e só pra se garantir.
Leve quem importa, não deixe ninguém pra trás. Mas cuidado, senão quem fica pra trás é você.

sábado, junho 26, 2010

Me diz

Porque tem dias que não são dias,

Porque tem noites que não são noites.

São intervalos de tempo, intervalos entre

O que deve e o que não deve, entre o sim

entre o não.

Por que há de ser o que não pode, por que,

Oras, porquê sim.

quarta-feira, junho 16, 2010

'Bout Dylan

Sempre ouvi falar sobre Bob Dylan. Assisti ao excelente "I'm not there", li seu livro de crônicas e possuo algum conhecimento sobre sua biografia. É, sem dúvida, um gênio dos nossos tempos... suas poesias tomam forma de canções, e juntamente com a sonoridade meio "moda-de-viola-de-calçada-nova-iorquina" (vulgo "folk"), são canções que não podem ficar limitadas à rótulos. As músicas do mítico Dylan têm alcance maior justamente por não terem o limite do rótulo. Sua poesia, ora revoltada, ora espiritual tem a capacidade de fazer você ouvir, ler e pensar. Tudo depende do teu estado de espiríto - ah, a arte, a grande válvula de escape das almas trancafiadas no dia-a-dia.

"Forever young" é o tipo de música que vai bem no casamento, no batizado, no churrasco de confraternização... mas principalmente no "Adeus". É aquela benção final que recebemos quando o próximo desafio vem nos buscar, tal qual um chofer, na porta de nossa casa.
Sua poesia cantada nos faz ter vontade de olhar álbuns antigos, daqueles que faziam parte e que já se foram - levados pela vida, pela rotina, por Deus ou por eles mesmos... há trecho musicalmente conhecido mais melancólico que a última estrofe? A melancolia do fim e do recomeço.

Falei demais. Deixem que Dylan fale por mim... por vocês.

Saravá!

ET: não encontrei vídeo com a música completa, sorry...

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Forever Young

May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.


terça-feira, junho 15, 2010

Moral da história

... é que a caixa de Pandora tinha um motivo pra ficar fechada. E que quando o Brasil ganha, o chifrudo do seu vizinho acha que pode tocar "Every breath you take" na versão do Puffy Daddy até a hora que ele bem entender...

Cáspita!

Roubaram minha bússola, porra!

segunda-feira, junho 14, 2010

Tocos

Quem nunca jogou basquete, não sabe o que é um "tocoooooooo". "Toco" é quando você, jogador adversário, bloqueia o arremesso daquele pivô anão, que tá dentro do garrafão pronto pra desempatar o jogo. Como um bloqueio no vôlei ou defender um pênalti em uma... sei lá, oitava de final da copa do colégio.
E assim como a arte imita a vida, a vida imita o esporte. Já tomei tocos inacreditáveis. Mas quando se joga em time (ou em dupla, que seja) sempre tem alguém pra devolver a bola pra você tentar outra vez.
Já tomei toco de supostos "amigos", de professores, chefes, irmã, irmão, ex-namorada, ex-rolo-de-final-de-semana... e da vida. Ôpa, essa joga muito na defesa!
Mas tem horas que ela apela, que joga sujo. E aí, quando você tá estatelado no chão, olha pro lado e... cadê o juiz?
Não tem juiz playboy, te vira...

Saravá!